"Nunca consegui vencer o Benfica, mas também jogava em equipas pequenas"

"Nunca consegui vencer o Benfica, mas também jogava em equipas pequenas"
Paulo Nunes Teixeira

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Em estreia na Champions, André Simões antecipa a O JOGO uma batalha interessante com Pizzi, que está "mais solto com Gedson ao lado".

Foi após um treino que André Simões assistiu com os colegas do AEK ao sorteio da Liga dos Campeões, prova que vai disputar pela primeira vez. "Bastante ansioso", por estar prestes a cumprir um "sonho", o médio português sabe que os gregos não são favoritos, mas o Benfica pode esperar dificuldades dos embates com o AEK, agendados para os dias 2 de outubro e 12 de dezembro.

O que perspetiva para a fase de grupos?

-Sabemos que o grande favorito é o Bayern e logo depois surge o Benfica, mas nós temos uma palavra a dizer e queremos dificultar ao máximo a tarefa dos nossos adversários e tentar fazer o melhor possível. Sabemos que os três rivais são muito fortes e conhecidos da Europa, mas nós estamos a voltar a estes patamares e queremos mostrar bom futebol. A missão não vai ser nada fácil, mas vamos tentar que os adversários suem bastante para nos vencer. À partida, somos a equipa mais fraca pelos potes, mas isso não quer dizer nada, porque também éramos menos fortes que o Celtic [adversário da terceira pré-eliminatória] e passámos.

Vai voltar a Portugal. Falou com algum jogador do Benfica?

-Não, não conheço nenhum jogador do Benfica.

Em cinco jogos com o Benfica por Santa Clara e Moreirense, teve cinco derrotas e uma expulsão. É desta que o histórico vai inverter-se?

-Nunca consegui vencer o Benfica, mas também jogava em equipas mais pequenas, sem tantos argumentos. Agora é diferente. Apesar de serem favoritos a passar o grupo, não vai ser fácil para eles nenhum jogo e vão ter de trabalhar bastante contra nós.

O Benfica eliminou o PAOK. Ficou surpreendido com a goleada na Grécia?

-Não, porque já no primeiro jogo o Benfica teve bastantes oportunidades, só que não conseguiu concretizar. As bolas que não entraram na Luz, entraram na Grécia.

É médio. Como analisa o meio-campo do Benfica?

-Pizzi é um excelente jogador e ainda mais agora que tem o Gedson ao lado. Sente-se mais solto, entra mais na área e tem chances de marcar, como tem feito. O Benfica tem um excelente meio-campo e equipa.

Já pensou na melhor forma para o travar?

-Pizzi entra muito na área e, como médio-defensivo, o meu papel será tentar anulá-lo, porque se aparece sozinho naquela zona, vai ser como fez ao PAOK, domina a bola à entrada da área e depois é um penálti para ele, só encostar e vai ser complicado.

Como encara a ascensão de Gedson?

-Prova que a formação portuguesa é das melhores do mundo. Quando se tem oportunidade e um treinador que aposta, os jovens mostram qualidade e impõem-se facilmente. Vê-se que o Gedson joga à vontade, é um jogador tranquilo, não tem medo de ter bola e vai para cima.

Que dificuldades podem criar ao Benfica?

-Temos um treinador novo e fomos uma equipa bastante organizada contra o Celtic, jogo em que tínhamos de defender atrás por ser uma equipa fortíssima e conseguimos fazê-lo bem. Temos melhorado no processo ofensivo, mas na Champions não podemos cometer tantos erros nem desperdiçar tantas ocasiões.