Memórias do clássico: a noite do patinho feio

Memórias do clássico: a noite do patinho feio

César Peixoto teve um jogo inesquecível no Dragão em fevereiro de 2011.

Pedido expresso de Jorge Jesus no verão de 2009, quando trocou o Braga pelo Benfica, César Peixoto dividiu os adeptos durante as duas épocas em que vestiu de encarnado. Uns gostavam dele, outros não. A 2 de fevereiro de 2011, porém, o esquerdino viveu um dia inesquecível no Dragão e sentiu que todos lhe deram, finalmente, o reconhecimento que julgava merecer.

Jogava-se a meia-final da Taça de Portugal e Jesus decidiu surpreender André Villas-Boas, colocando-o de início no meio-campo. O Benfica acabou por vencer (2-0), com golos de Fábio Coentrão e Javi García, e o treinador aproveitou o epílogo do jogo para o defender das críticas que havia sofrido. O que o jogador não esperava é que a expressão utilizada por este viesse a persegui-lo durante algum tempo. "Fiz um grande jogo e todos disseram que tinha sido o melhor em campo. Então o Jesus lembrou-se de ir para a conferência de Imprensa dizer que eu era o patinho feio do Benfica. A partir daí, sempre que ia a algum lado, as pessoas diziam: "Olha, vai ali o patinho feio"", conta Peixoto, que não esquece os perigos passados pela equipa nesse dia na chegada ao estádio dos azuis e brancos, onde as águias já haviam perdido para o campeonato por 5-0. "Partiram os vidros ao nosso autocarro e o Aimar, que ia à minha frente, quase era atingido por uma pedra enorme que tinha sido atirada", lamenta.