Ederson e Jardel já são portugueses

Ederson e Jardel já são portugueses
Vítor Rodrigues

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Campeonatos que movimentam mais milhões, como é o caso de Inglaterra, Itália, Espanha e França estão agora com maior disponibilidade de inscrição para receber os dois jogadores das águias

Nos últimos dias, Ederson e Jardel receberam uma notícia que poderá ter influência futura nas respetivas carreiras, sendo extensível ao Benfica o benefício apontado aos dois jogadores. Tanto o guarda-redes como o central passaram a ter, desde a semana passada, de dupla nacionalidade e, como portugueses, passam a ter agora um leque de opções de transferência bem superior, que lhes poderá abrir mais as portas para uma saída milionária, em termos salariais, e mais avultada para os cofres das águias.

Segundo O JOGO apurou, os dois jogadores, brasileiros de nascença, já têm passaporte português - Ederson até o exibiu ontem na sua conta de Instagram -, na sequência do pedido formulado por ambos pelo facto de residirem no nosso país há pelo menos seis anos. Tanto o camisola 1 e o 33, recorde-se, chegaram a Portugal em 2009 e, por isso, cumpriram o requisito no ano passado, tendo então solicitado aos serviços competentes a dupla nacionalidade, que agora lhes foi atribuída.

Agora, ambos são cidadãos portugueses e, para além de poderem ser chamados à Seleção Nacional - nenhum deles atuou pela equipa principal do Brasil -, passam a ter maiores hipóteses de transferência para mercados que movimentam muitos milhões, com destaque para o inglês, francês, espanhol e italiano, onde as regras para contratação de extracomunitários estreitam a malha de ofertas. Em Inglaterra, a atribuição de visto de trabalho é sujeita a regras de utilização nas seleções, o que não se aplica a cidadãos comunitários - enquanto o país não deixar, de facto, a União Europeia. Em Espanha e França, os clubes estão limitados a apenas três extracomunitários no plantel e em Itália à contratação de apenas dois por mercado.

Um defeso de intenso assédio

No último defeso, tanto Ederson como Jardel foram alvo de intensa cobiça com vista à sua transferência, que acabou por não se efetivar. O guardião era alvo do Manchester City, cujo treinador, Pep Guardiola, o elogiou na última época, quando ainda treinava o Bayern. A lesão e consequente operação ao joelho direito na pré-época afastaram esse cenário, no qual se incluía ainda os italianos do Inter. Jardel por sua vez, foi disputado durante largas semanas por Lázio, Villarreal e alguns clubes ingleses, mas a SAD bloqueou a saída.