Bolas paradas já custaram 11 pontos ao Benfica

Bolas paradas já custaram 11 pontos ao Benfica
Paulo Nunes Teixeira

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No empate com o V. Setúbal, os encarnados consentiram um golo de canto e outro de livre direto, totalizando mais de um terço dos tentos sofridos neste género de lances.

Na despedida da presente edição da Taça da Liga, diante do Vitória de Setúbal, o Benfica consentiu dois golos de bola parada, situação que tem sido aproveitada de forma recorrente pelos rivais esta época. Em 28 jogos disputados até ao momento, os encarnados já deixaram escapar 11 pontos devido ao desacerto defensivo nos lances de laboratório dos adversários.

Na Taça da Liga, o emblema da Luz esteve a vencer o Braga, mas consentiu a igualdade na sequência de um pontapé de canto (1-1) e, diante do Portimonense, repetiu-se o cenário: com as águias a vencerem por 2-0, os algarvios empataram na sequência de um livre e de um canto. Já na Liga dos Campeões, prova em que o tetracampeão não somou pontos, CSKA Moscovo e Manchester United tiraram partido das bolas paradas: na Luz, os russos igualaram de grande penalidade, enquanto os red devils venceram graças a um golo de livre (0-1).

Já no campeonato nacional, as águias foram penalizadas na deslocação ao Bessa. Contra o Boavista, naquele que foi o único desaire encarnado na competição, foi graças a um lançamento de linha lateral e a outro livre que os axadrezados operaram a reviravolta no marcador. Jonas até abriu o ativo, mas os lances estudados impediram a conquista dos três pontos no Porto. Sem interferência direta em termos pontuais, o Aves também aproveitou um canto para marcar ao Benfica (1-3), tal como o Basileia (uma grande penalidade e um livre na goleada por 5-0 e triunfo por 2-0, respetivamente). Em Old Trafford, o Manchester United venceu por 2-0, com um castigo máximo.

Do total de 33 golos sofridos na presente temporada, os encarnados totalizam 13 tentos consentidos neste tipo de lances, o que equivale a mais de um terço (39,4 por cento), número significativo.

Na ofensiva, num total de 51 golos, o Benfica marcou 15 na sequência de cantos, livres e grandes penalidades.