"Benfica na Grécia? Que Jonas não deixe a fisioterapia até lá..."

"Benfica na Grécia? Que Jonas não deixe a fisioterapia até lá..."
Paulo Nunes Teixeira

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As águias defrontam o AEK Atenas a 2 de outubro e, em entrevista a O JOGO, André Simões confessa que prefere evitar o duelo com Jonas.

A cumprir a quarta época no AEK, André Simões não esquece os encontros com o Benfica e alguns dos jogadores encarnados, caso de Jonas, um "excelente" atleta.

"Foi dos melhores jogadores que defrontei na minha carreira. Sabe sempre posicionar-se entre linhas e quando a bola lhe chega, já sabe onde vai colocá-la. Quando tentamos chegar perto, a bola já foi e ele já não está lá", lembra o médio, desejando que o camisola 10 das águias não esteja apto para o jogo na Grécia. "Era melhor que não jogasse [risos]. Depois do jogo que volte, até lá, é melhor estar na fisioterapia", atira, reconhecendo que o corredor esquerdo, formado por Grimaldo e Cervi, necessita de atenção, tal como Salvio. "Temos de ter cuidado em todo o lado", diz.

Vice-capitão da formação grega, André Simões sentiu o reconhecimento pelo trabalho, pois quando chegou era um "desconhecido". "Gostam da minha maneira de jogar e são bastante gratos quando veem que um jogador dá tudo pela equipa. Dentro de campo, tento incentivar os colegas, puxar pelos adeptos", sublinha. De resto, exemplifica com outros portugueses que também chegaram longe na Grécia. "Saíram para o estrangeiro e foram capitães, como o Zeca e o Vieirinha, e isso demonstra que o jogador português consegue impor-se pelo trabalho."

De volta à Champions 11 anos depois, o AEK tenta readquirir dimensão europeia, "cimentar a posição" e para isso conta com o apoio dos adeptos. "São muito fanáticos, e o Benfica pode esperar um estádio cheio com 70 mil entusiastas. Vai ser o nosso primeiro jogo em casa e, por ser o regresso vários anos depois, o apoio será maior", conta, sublinhando que a Champions é uma montra para si e para o clube.