"Havia grandes jogadores, mas não a estrutura de hoje do Benfica"

"Havia grandes jogadores, mas não a estrutura de hoje do Benfica"
Paulo Nunes Teixeira

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ENTREVISTA >> Para Geovanni, entrevistado por O JOGO, não haviam condições na sua época para um Benfica de outros voos europeus

Geovanni não esquece um momento dramático: a morte de Fehér. Não estava em campo, mas sentiu um choque tremendo. "Depois da morte de Fehér, o grupo fortaleceu-se. Fomos à Hungria ao enterro e não fizemos mais que a nossa obrigação", diz Geovanni que poderia ter lugar no atual onze de Lage.

Se ainda jogasse, era titular no Benfica?

Com certeza. Hoje há grandes jogadores, mas com muito respeito por quem está, eu chutava muito bem de fora da área e hoje há poucos jogadores como eu, que marquem livres também. Está escasso. Teria grandes possibilidades de ser titular.

Em comparação com a sua época, os plantéis recentes são mais fortes?

É difícil comparar. Em termos de condições financeiras e estrutura, o Benfica é mais forte, mas em termos de jogadores não. Na minha época havia grandes jogadores, mas não a estrutura de hoje. Ricardo Rocha jogou no Tottenham, Miguel no Valência, eu no City, o Simão no Atlético, o Tiago no Chelsea e na Juventus... Este plantel tem qualidade excelente com estrutura muito boa e nós éramos um plantel excelente, mas com estrutura aquém do que gostaríamos de ter. Nós tínhamos concentrações em Óbidos e viagens de 40 minutos. Hoje, a estrutura facilita muito mais.

Com as condições atuais, teriam chegado a uma final de Champions?

Exatamente. Desde 1994 que o Benfica não era campeão, ou seja , a estrutura ficou aquém das expectativas dez anos. Lembro que na Luz antiga havia 6000 pessoas e depois na nova Luz, o mínimo era 40 ou 50 mil.

O que pensa da formação?

O clube está no caminho certo. Com a saída do Félix entrou muito dinheiro e o Benfica tem oportunidade de contratar outros jogadores, como o Vinícius que amanhã pode valer mais ainda. Por exemplo, o Florentino enche o meio-campo.