Funcionários do Benfica defendem Paulo Gonçalves: "24 convites não é um número anormal"

Funcionários do Benfica defendem Paulo Gonçalves: "24 convites não é um número anormal"
Miguel Gouveia Pereira

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Testemunhas ouvidas esta manhã consideraram normal o pedido de convites para jogos por parte do ex-assessor jurídico encarnado

Esta quarta-feira decorreu mais uma sessão do processo e-Toupeira, no qual foram ouvidas sete testemunhas, cinco delas funcionários do Benfica. Todos consideram normal a requisição de convites para jogos de Paulo Gonçalves, ex-assessor do jurídico do Benfica, até porque era equiparado a um diretor de primeira linha.

Miguel Bento, responsável comercial e de marketing do Benfica, adiantou que o clube tinha uma política de distribuição regular de convites antes da covid-19 para alguns jogos, que podia ascender aos quatro mil convites. "24 convites não é um número anormal. Só o futebol profissional tem direito a 300 convites", elucidou.

Este mesmo funcionário encarnado também considerou normal a oferta de convites a observadores da Liga, a árbitros e a empresários, dado que "Paulo Gonçalves era responsável pelas relacionais com os principais organismo do futebol".

Nuno Gago (oficial de ligação com os adeptos), Ana Zagalo (gestora corporate), Tiago Nunes (gestor de vendas) e Paulo Figueiredo (assistente administrativo da SAD) também foram ouvidos esta manhã, confirmando que Paulo Gonçalves pedia muitos convites para os jogos, mas que nunca consideraram a questão anormal.

Fernando Rocha, sobrinho de José Augusto Silva, outro dos arguidos neste processos, foi também ouvido, mas por videoconferência. Esta testemunha terá sido indicada pelo tio a Paulo Gonçalves para trabalhar no museu do Benfica. No entanto, quando questionado pelo coletivo de juízas, liderado por Ana Paula Conceição, e o procurador do Ministério Público, disse desconhecer.

A sessão continua esta tarde, com a audição de Francisco Oliveira, especialista auxiliar da Polícia Judiciária.