"Treinamos em tempo de guerra e muitos amigos estão na linha da frente"

"Treinamos em tempo de guerra e muitos amigos estão na linha da frente"

Yaremchuk só pensa ajudar a Ucrânia a ir ao Mundial para "mostrar que a Rússia é o agressor".

A seleção da Ucrânia já está concentrada para preparar o jogo de dia 1 de junho frente à Escócia, no play-off de acesso à fase final do Mundial deste ano. Com o grupo está Yaremchuk, ele que falou de um reencontro com colegas num ambiente especial dada a guerra no seu país.

"Já disse antes que é sempre muito bom voltar à seleção nacional e ver os meus companheiros. Houve um encontro caloroso entre todos nós, com beijos e abraços. Houve emoções positivas e, mais importante do que tudo, estamos todos vivos e bem", afirmou o avançado das águias, que quer ver a sua seleção no Mundial até por motivos políticos.

"Estamos a treinar em tempo de guerra enquanto muitos amigos estão agora na linha da frente. Os meus pais estão em Lviv e falamos quase de meia em meia hora para saber como estão as coisas lá. Estou muito preocupado com esta situação. É necessário que a seleção da Ucrânia mostre a sua face no exterior. A atenção dos adeptos estará sobre nós e temos de mostrar o nosso melhor, lembrando ao mundo que a Rússia é o agressor. Precisamos de estar no Catar", frisou Yaremchuk.

Sobre 2021/22, onde fez nove golos e quatro assistências, o ucraniano confessou que não o desgastou em demasia. "Depois da época no clube [Benfica] não me sinto exausto e está tudo bem. Vou preparar-me para os jogos da seleção com grande motivação", disse o atacante. Se a Ucrânia vencer a Escócia defronta dia 9 o País de Gales na partida que decide a ida ao Mundial.