Empresário de Ricardo Horta reuniu-se com o Málaga, mas intransigência mantém-se

Empresário de Ricardo Horta reuniu-se com o Málaga, mas intransigência mantém-se

José María Muñoz, administrador judicial do conjunto andaluz, transmitiu ao representante do extremo a posição forte do clube, que exige no mínimo 5,8 M€. Negócio está ameaçado.

Com a mudança de Ricardo Horta para a Luz cada vez mais complicada, Carlos Gonçalves, empresário do atacante, fez questão de deslocar-se a Málaga para reunir-se com José María Muñoz, administrador judicial do clube andaluz, de forma a tentar desbloquear a situação.

Contudo, segundo apurou O JOGO, o desfecho do encontro de quarta-feira foi negativo para os desejos do futebolista, que pretende ingressar no Benfica. Isto porque o Málaga mantém-se intransigente na defesa dos 67 por cento do passe a que considera ter direito, ainda que até admita receber como valor mínimo 5,8 milhões de euros.

O acordo estabelecido entre o Benfica e o Braga, detentor dos direitos desportivos do futebolista, prevê uma verba de 17,5 milhões de euros (mais o passe de Gil Dias), sendo que António Salvador exige encaixar 15 M€ com a venda do capitão arsenalista. Atendendo a este número, o Málaga não mostra abertura para baixar o valor ao qual aponta, tendo transmitido precisamente esse cenário ao representante de Ricardo Horta. E perante este impasse, não só o internacional português se prepara para voltar a alinhar pelo Braga este fim de semana, agora em casa, diante do Marítimo, como o negócio corre mesmo o risco de ruir.

As partes ainda não desistiram de fechar negócio, mas o fecho do mercado de transferências está cada vez mais próximo, aumentando a urgência.

Frustrado pelo imbróglio que o impede de voltar à Luz, onde iniciou a sua formação como jogador, Ricardo Horta admite mesmo avançar com uma queixa na FIFA contra o Málaga, assim como contra um fundo detentor de uma parte dos direitos económicos do seu passe - neste caso suportado na lei que estabelece que a partilha de passes possa apenas acontecer entre clubes.

Ambicionando uma transferência para o Benfica, Ricardo Horta sabe que de águia ao peito poderá lutar por outros objetivos, tendo também um contrato de cinco anos com um ordenado superior ao que aufere no Minho. Do outro lado, o Málaga admite avançar também para o organismo que gere o futebol a nível mundial caso o Braga acabe por não transferir o atleta para a Luz, pretendendo exigir uma compensação monetária no valor dos 67% do passe que considera deter.