Eleições do Benfica: Rui Gomes da Silva pede "total confidencialidade" no voto

Eleições do Benfica: Rui Gomes da Silva pede "total confidencialidade" no voto
Pedro Miguel Azevedo

Tópicos

Candidato à presidência do Benfica enviou carta à Mesa da Assembleia Geral do Benfica.

Rui Gomes da Silva revelou o teor de uma carta enviada pela sua candidatura, "O Benfica é nosso", à Mesa da Assembleia Geral dos encarnados, na pessoa do seu líder, Virgílio Duque Vieira.

Na missiva, o advogado pede "medidas que permitam a total confidencialidade e que impeçam a possibilidade de voto múltiplo" nas próximas eleições, apontando para questões levantadas pelo voto eletrónico. O candidato pede, ainda, medidas que garantam "o controlo e a recontagem de votos se tal for necessário".

Na sua argumentação, Gomes da Silva frisa que "a Comissão Nacional de Eleições (CNE) referiu recentemente que, desde 2006, ano de eleições para os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica, não procede a qualquer intervenção ou verificação no sistema informático que sustenta o processo de votação eletrónica no clube".

Contra o atual sistema de votação, o advogado lembra também recentes ataques onde "o próprio sistema informático do clube e da sua SAD tem demonstrado, nos últimos tempos, muitas vulnerabilidades, com comprovadas e sucessivas intrusões por estranhos".

"A democracia constrói-se com a participação e o envolvimento de todos. Por oposição, as ditaduras alimentam-se e perpetuam-se, tantas vezes, de sucessivas e repetidas fraudes eleitorais. O Benfica não foi e não poderá ser o reflexo de um qualquer sistema viciado, nem poderemos aceitar que os órgãos sociais que forem eleitos a 30 de Outubro próximo sintam uma permanente dúvida sobre a sua legitimidade, por hipotéticas discrepâncias entre os votos anunciados e os votos verdadeiramente expressos pelos sócios nas urnas", lê-se ainda na carta.