"Costa está a favor de alguém a braços com a justiça em casos de corrupção"

"Costa está a favor de alguém a braços com a justiça em casos de corrupção"
Redação

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André Silva, porta-voz do PAN, reage à inclusão de António Costa na Comissão de Honra de Luís Filipe Vieira.

Depois de Rui Rio, presidente do PSD, foi a vez de André Silva, porta-voz do PAN, reagir à inclusão de António Costa na Comissão de Honra de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

O representante do partido refere outros "casos recentes" e afirma que "um dos principais problemas da sociedade portuguesa é precisamente o excesso de promiscuidade entre a política e o futebol e as ligações perigosas e pouco transparentes associadas a este mundo". "De resto, essas ligações são mais do que óbvias quando a própria EUROPOL considera a corrupção no desporto como uma das 12 principais atividades criminosas organizadas na União Europeia", assinala André Silva.

"No caso do apoio de António Costa a Luís Filipe Vieira, para além dos óbvios problemas éticos já assinalados, temos um posicionamento a favor de alguém que está a braços com a justiça em casos de corrupção, fraude fiscal, lavagem de dinheiro ou de recebimento indevido de vantagem, e que até aos prejuízos do Novo Banco e da Caixa Geral de Depósitos estará ligado. Não haveria mal nenhum que Costa viesse a público defender a presunção de inocência de Luís Filipe Vieira, o problema é que com este gesto público de apoio inequívoco está a dar um certificado de honra, de credibilidade e de probidade a alguém que já deu várias provas de que não é merecedor de tal certificado", acrescenta André Silva, que lembra uma frase do primeiro-ministro em abril de 2016:

"É importante não esquecer que a invocação de que o faz como adepto não colhe, porque conforme disse o próprio António Costa, em abril de 2016 relativamente a João Soares, 'nem à mesa do café podem deixar de se lembrar que são membros do Governo'. Portanto, como primeiro-ministro, Costa em nenhum momento pode colocar o adepto acima do titular de cargo político", acrescenta André Silva, que termina com um apelo ao Parlamento.

"É importante que, o quanto antes, o Parlamento faça a sua parte no combate a estas promiscuidades e tenha a coragem de aprovar a iniciativa do PAN que, seguindo o modelo já em vigor para os magistrados, impede a ocupação de cargos em órgãos de clubes de futebol. Esperemos, também, que António Costa volte atrás nesta sua decisão que descredibiliza a política e afasta os cidadãos, a bem da transparência e da salvaguarda do interesse público", remata o representante do PAN.