Contratar Cavani sai caro: os milhões que o Benfica poderá ter de desembolsar

Contratar Cavani sai caro: os milhões que o Benfica poderá ter de desembolsar
Vítor Rodrigues

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Encarnados montaram uma verdadeira operação de charme para convencer o goleador de 33 anos que deixou o PSG em final de contrato, que pode, em caso de êxito, atrair outros jogadores de nomeada

Luís Filipe Vieira perguntou a Jorge Jesus se gostaria de contar com Cavani no ataque e o novo treinador das águias, que será apresentado na próxima semana, respondeu de imediato que, a ser possível, seria uma contratação prioritária para os encarnados.

O processo avançou, mas este é um alvo com custos milionários, mas que ainda alimenta a esperança dos responsáveis benfiquistas, que não recuam perante os últimos números colocados em cima da mesa das negociações pelo avançado uruguaio, e que aponta para um investimento que rondará os 36 milhões de euros.

Aos milhões, já lá iremos. Quem dirige o futebol das águias, num grupo onde já se inclui Jesus, avalia esta contratação como fulcral para relançar o Benfica na Europa, não apenas pelo rendimento desportivo que o dianteiro de 33 anos poderá dar, mas também pelo mediatismo que o mesmo envolve, tanto para o clube lá fora como para o efeito que poderá ter em outros alvos de nomeada que estão em vista.

Nesse sentido, foi montada uma operação de charme em torno do internacional uruguaio que deixou já o Paris Saint-Germain em final de contrato, conduzida em primeira instância pelo diretor-geral Tiago Pinto, mas com acompanhamento permanente do presidente Luís Filipe Vieira. Ora, com a presença em Lisboa de Walter Guglielmone, irmão e representante de Cavani, foi-lhe mostrado tudo, mas sobretudo transmitida a ideia dos benefícios que o uruguaio poderá ter, pela qualidade de vida em Lisboa, mas sobretudo pelo destaque desportivo que terá num plantel onde será ele a figura de proa, num campeonato onde poderá destacar-se também dos demais, pela possibilidade de se manter na montra da Liga dos Campeões e, algo que, segundo apurámos, é uma ambição do jogador, ter a hipótese de competir pelo título de máximo goleador da Europa.

Tudo isto foi lançado para convencer Cavani, que tem outros clubes endinheirados no seu encalço - ainda ontem foi noticiado o... Bayern -, numa tentativa de dar a volta ao problema maior: os milhões.

Livre de contrato, o uruguaio que está a treinar-se na cidade de Salto, no seu país, passou aos responsáveis encarnados uma primeira proposta, que englobava um prémio de assinatura de 20 milhões de euros e um contrato de dois anos com salário anual líquido de dez milhões (que equivale a 20 brutos). Baixou depois para 15 à cabeça e sete milhões por cada ano, mas a última versão, apresentada nos últimos dias, aponta para 12 milhões de prémio e seis milhões por ano (12 brutos por cada época), o que dá a soma, entre prémio e salários, de um investimento de 36 milhões de euros (mais comissões). O teto salarial das águias é de cinco milhões brutos.

Este é um montante, à partida, visto como incomportável pelo Benfica. Porém, é encarado como garantia imediata de rendimento de um goleador que em solo europeu, por Palermo, Nápoles e PSG, apontou 341 golos em 556 jogos. Em contrapartida, segundo é analisado na Luz, há outros jogadores que, por vezes, custam somas avultadas em transferência e depois não dão retorno, como foi o caso de Raúl de Tomás, comprado por 20 milhões de euros e despachado por cerca desse valor em janeiro para o Espanhol.

Esta não deixa de ser uma negociação com uma probabilidade de concretização baixa, mas o Benfica ainda não desistiu, continua a tentar convencer o jogador e a estadia do seu irmão em Lisboa durante mais de uma semana contribuiu para alimentar a esperança de êxito dos encarnados.