Com os avançados na sombra, extremos são o abono do Benfica

Com os avançados na sombra, extremos são o abono do Benfica
Paulo Nunes Teixeira

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Salvio, Rafa, Cervi e João Félix valem 76,1 por cento da produção ofensiva dos encarnados

O Benfica tem um lote abundante de opções para as alas ofensivas e, neste arranque de temporada, o rendimento dos extremos encarnados tem sido assinalável. Entre golos e assistências, o desempenho destes elementos representa 76,1 por cento da produção atacante dos encarnados. Em onze encontros disputados até ao momento, o Benfica apontou 21 golos e 16 deles tiveram origem no brilho de Salvio, Rafa, Cervi e João Félix. Em conjunto, este quarteto faturou por dez ocasiões e contribuiu com seis últimos passes para golo, números que ilustram a importância dos alas face ao menor peso dos puros avançados. Jonas, que voltou aos relvados no domingo, e Castillo não marcaram ainda, enquanto Ferreyra só festejou contra o Boavista por uma vez, à semelhança de Seferovic, que quebrou um longo jejum frente ao Nacional. Quanto a assistências, o suíço tem uma e Castillo outra, com o passe para Gedson na Turquia, contra o Fenerbahçe.

Na última partida com o Aves, a preponderância dos extremos voltou a ser notória, já que os tiros certeiros pertenceram a João Félix (alinhou sobre a esquerda), autor do golo inaugural com o pé esquerdo, e Cervi, que curiosamente substituiu o colega de 18 anos na segunda parte. Colocado à esquerda, foi na sequência de um remate com o pé direito do internacional argentino que as águias selaram o triunfo sobre a equipa de José Mota na Luz.

A este nível, Salvio tem estado particularmente inspirado, pois já totaliza quatro golos e igual número de assistências para Cervi, Rafa, Seferovic e Pizzi. Autor de dois golos, os mesmos que Rafa e João Félix, Cervi ofereceu um tento a Salvio diante do PAOK.

Já João Félix, que acaba de viver um momento ímpar, pois marcou na estreia a titular pelo emblema da Luz frente aos avenses, já havia evitado uma derrota às águias no recente dérbi com o Sporting. Colocado sobre o lado esquerdo, surgiu na área com um cabeceamento fulgurante que Salin não conseguiu travar nos instantes finais do duelo da terceira jornada.