Benfica: venda de Pedrinho para fechar contas no verde

Benfica: venda de Pedrinho para fechar contas no verde
Vítor Rodrigues

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Acordo de venda do extremo ao Shakhtar pode ser alcançado nas próximas horas, mas há mais jogadores que os responsáveis encarnados têm no mercado e com possibilidade de vender em breve

As contas anuais da SAD do Benfica encerram no final do mês e, embora só devam ser apresentadas publicamente mais tarde, existe na Luz um plano que aponta, segundo O JOGO apurou, para que os efeitos negativos da pandemia, que reduziu quase a zero muitas das fontes de receitas dos encarnados (e dos outros clubes), sejam totalmente anulados e as contas possam ser carimbadas a verde. E isso passa pelo volume de transferências que estão em cima da mesa das negociações, como é o caso de Pedrinho e Cervi.

Os encarnados terminaram o primeiro semestre com 8,2 milhões de euros positivos, contando sobretudo com o encaixe registado de 68 milhões de euros da venda de Rúben Dias ao Manchester City. Agora, há Pedrinho e Cervi na porta de saída.

O extremo brasileiro não implica um encaixe imediato, mas mais a anulação de um encargo, caso o Shakhtar aceite pagar os 18 milhões de euros exigidos por Luís Filipe Vieira e não os 16 oferecidos pelos ucranianos. O negócio, segundo apurámos, pode ser concluído nas próximas horas.

Quanto ao argentino, o Celta de Vigo bateu quatro milhões de euros, mas o líder das águias pretende subir a parada ligeiramente porque o Rosário Central, que vendeu o canhoto ao Benfica, tem dez por cento do passe e há 2,7 por cento a pagar pelos direitos de formação, mas tudo aponta para a conclusão do negócio.

Gabriel e Krovinovic, refira-se, também estarão nas previsões de venda.

Com a viabilização destes negócios, os dirigentes da Luz apontam a um fecho de contas positivo, pelo oitavo ano consecutivo, embora com resultados líquidos e operacionais muito inferiores à média desse período.

Celta e a "lógica" do preço

O Celta procura fechar a contratação de Franco Cervi, que já tentara em janeiro, mas depara-se com novas exigências do Benfica, algo que não agrada ao clube espanhol. "Nós respeitamos o que acordámos. Se não veio [em janeiro] porque o treinador o pediu, devido às baixas por covid-19, é algo que me parece lógico e justo. Agora, o que não me parece lógico é que se antes o jogador tinha um valor agora tenha outro", adiantou Carlos Mouriño, presidente do Celta, em entrevista ao programa "Ao contra-ataque" da Rádio Galega.

"Creio que vamos chegar a um acordo, mas é preciso continuar a negociar", referiu, apontando um trunfo dos galegos. "Temos uma coisa muito boa, que é a decisão do jogador em vir. Ele tem uma fé cega em Chacho [o técnico Eduardo Coudet] e quer jogar no Celta. Isso é um apoio muito grande", referiu, admitindo que o facto de este ter jogado a lateral-esquerdo "ainda aumentou mais o interesse".