Benfica tem Luís Felipe encalhado

Benfica tem Luís Felipe encalhado
Bruno Andrade

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Lateral-direito é o caso mais complicado dos 24 jogadores cedidos. O brasileiro assinou apenas há dois anos e já vai entrar no quinto empréstimo. Mercado? Pouco e só no Brasil...

Dos mais de 20 jogadores emprestados pelo Benfica, Luís Felipe é o caso mais bicudo, pois trata-se de um elemento com um ordenado elevado e com mercado reduzido, apenas no Brasil, tornando a sua colocação muito difícil. Uma vez mais, o lateral-direito terá guia de marcha neste inverno, entrando no quinto empréstimo desde que assinou pelo Benfica em 2014.

Dono de um ordenado anual de 400 mil euros e contrato válido até 2019, Luís Felipe termina a cedência ao Oeste e fica novamente numa situação indefinida. Segundo O JOGO apurou, o brasileiro já recebeu ordem para continuar no seu país de origem em busca de um novo clube para 2017.

Contratado em julho de 2014 como jogador livre, o lateral nunca participou em jogos oficiais de águia ao peito. O nosso jornal sabe que o atleta de 25 anos é visto pelo presidente Luís Filipe Vieira como "uma das piores aquisições dos últimos anos". Para contratá-lo, os encarnados pagaram aproximadamente dois milhões de euros a um grupo de investidores.

Entre julho e dezembro de 2016, Luís Felipe representou o Oeste, equipa da segunda divisão do Brasil. Mais uma passagem apagada na conturbada carreira. Fez apenas dois jogos, tendo ainda sido expulso num deles. Ao todo, já foi emprestado a quatro clubes desde que chegou à Luz. Também passou sem sucesso por Joinville (2015), Paysandu (2015) e Rio Claro (2016), todos do Brasil.

Em baixa no mercado brasileiro, o lateral-direito revelado no Palmeiras tem encontrado dificuldades para chegar a acordo com um novo emblema. Até ao momento, nenhuma proposta oficial foi entregue aos encarnados, que não cogitam aproveitá-lo, nem sequer nos bês.

"O Luís Felipe não poderia ter chegado ao Benfica e rapidamente regressado ao Brasil para jogar nessas equipas menores. Com todo respeito, não deveria ter sido assim. Teria de ter passado por um processo de adaptação, mesmo que fosse no Benfica B. Ou então ser emprestado para uma outra equipa portuguesa. Um jogador como ele precisa de ser abraçado", defende Gilson Kleina, treinador que lançou profissionalmente o defesa no Palmeiras, a O JOGO.

"É um lateral rápido, com cruzamento qualificado e forte para chegar com perigo à linha de fundo. Começou a marcar melhor depois de fazermos um trabalho especial. É um jogador acima da média. Infelizmente, caiu de produção depois do imbróglio com o Palmeiras, que descobriu que ele tinha um pré-contrato com o Benfica", completa o comandante do Goiás.