Benfica-Bayern volta a ser analisado: UEFA destaca pressão alta dos encarnados

Benfica-Bayern volta a ser analisado: UEFA destaca pressão alta dos encarnados

A UEFA analisou o comportamento do Benfica no duelo frente ao Bayern, referente à Liga dos Campeões.

Na rubrica "In The Zone", a UEFA analisou a forma como o Benfica defendeu e como pressionou o Bayern no jogo da Liga dos Campeões da semana passada, que os alemães venceram por 4-0.

"O Benfica fez uma exibição corajosa na tentativa de conter o domínio do Bayern da melhor forma que pôde. Esta bravura ficou evidente desde o primeiro minuto, quando um dos três defesas-centrais do Benfica entrou no meio-campo do Bayern, pressionando o miolo adversário na tentativa de perturbar a construção dos visitantes. Houve muito labor, nomeadamente por parte dos médios Julian Weigl e João Mário, principais organizadores dos ataques dos anfitriões. A qualidade técnica e o controlo de bola deste último foram cruciais para lhes proporcionar alguns momentos preciosos numa noite em que o Benfica teve 39% da posse. Mais adiante, os três atacantes trabalharam forte na pressão alta inicial e também tiveram oportunidades no contra-ataque, principalmente quando Yaremchuk fugiu a Upamecano numa corrida desde a linha intermediária antes de rematar por cima (35 segundos antes do livre que deu origem ao golo do Bayern)", refere o painel do Observador Técnico da UEFA.

"A formação inicial do Benfica foi 1-3-4-3. Os três da frente estavam sempre prontos para trocar de posição e trabalhar forte na pressão alta inicial. Darwin Nuñez teve as melhores oportunidades em contra-ataque, tirando o melhor partido da posição mais avançada de Yaremchuk, já que Rafa Silva caía para o meio-campo para auxiliar a defesa. O Benfica conseguiu ultrapassar o Bayern em algumas ocasiões com a execução deste sistema e criou as melhores oportunidades através do jogo posicional", explicam.

"Sem bola, os homens de Jorge Jesus mudaram para um 1-5-4-1, o que significou que Darwin também recuou deixando Yaremchuk sozinho na frente. Assim, com os laterais a juntarem-se aos centrais para formar um quinteto, o Benfica foi difícil de ultrapassar, mantendo-se muito compacto e defendendo o seu último terço com muitos elementos e uma intensidade e entreajuda impressionantes - ajudado pela exibição de grande qualidade do guarda-redes Vlachodimos, autor de quatro defesas", continuam.

"Quando pressionava alto, este foi um sistema fluido com um dos três defesas-centrais a entrar no meio-campo às vezes para suster um dos jogadores do ataque do Bayern, criando um 1-4-3-3. Isso exigiu coragem e agressividade e - pelo menos até ao segundo golo - o Benfica fez isso bem, principalmente com Jan Vertonghen", pode ler-se ainda na análise.