Arsenal foi uma das quatro vítimas do Benfica após empates caseiros 1-1

Arsenal foi uma das quatro vítimas do Benfica após empates caseiros 1-1
Redação com Lusa

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Além dos gunners, os encarnados afastaram também Bayer Leverkusen (1993/94), Marselha (2009/10) e PAOK (2018/19), mesmo sofrendo sempre primeiro na segunda mão.

O Benfica ultrapassou as últimas quatro eliminatórias europeias de futebol iniciadas com empates caseiros a um golo, a primeira face ao Arsenal, na época 1991/92, com um triunfo em Londres por 3-1, após prolongamento.

Além dos gunners, com os quais voltaram a empatar a um golo na quinta-feira, na casa emprestada de Roma, os encarnados afastaram também Bayer Leverkusen (1993/94), Marselha (2009/10) e PAOK (2018/19), mesmo sofrendo sempre primeiro na segunda mão.

Antes, o Benfica caiu perante o Ujpest (1973/74) e o Bordéus (1986/87), ao perder na Hungria e França, respetivamente.

A primeira vez que logrou o apuramento após um 1-1 caseiro foi em 1991/92, na transição da Taça dos Campeões para a Liga dos Campeões, com os comandados do sueco Sven-Goran Eriksson a fazer história em Highbury Park, a antiga casa dos Arsenal.

Em Londres, em 06 de novembro de 1991, Colin Pates colocou, aos 20 minutos, os gunners no comando, do jogo e da eliminatória, mas Isaías, que viria a ser a grande estrela do encontro, restabeleceu a igualdade pouco tempo depois, aos 36.

Até ao final do tempo regulamentar, o resultado não se alterou, pelo que a eliminatória foi decidia num prolongamento, no qual o Benfica se impôs de forma categórica.

O russo Vasili Kulkov selou a reviravolta, aos 100 minutos, assistido pelo compatriota Sergei Yuran, para, aos 107, Isaías bisar, para o seu terceiro golo na eliminatória, e garantir ao Benfica um lugar na primeira fase de grupos da prova.

A UEFA batizou o novo formato como Liga dos Campeões, designação que se mantém, mas, numa decisão que só a organização pode - ou não - explicar, essa época não entra nas estatísticas da Champions, que oficialmente só começa em 1992/93.

Apenas dois anos depois, o Benfica voltou a começar uma eliminatória com um empate 1-1 na Luz, desta vez perante o Bayer Leverkusen e a segunda mão também entrou para a história como um dos grandes jogos europeus dos encarnados.

Em 15 de março de 1994, num jogo louco, no Estádio Ulrich Haberland, os encarnados qualificaram-se para as meias-finais da Taça das Taças com um empate a quatro golos, num confronto com uma série de incríveis reviravoltas.

Os alemães chegaram a 2-0, já na segunda parte, e pareciam ter o apuramento na mão, mas o Benfica respondeu com três golos e virou tudo a seu favor (2-3), só que, o Bayer não desistiu e, com mais dois golos, voltou ao comando (4-3).

A última palavra foi, no entanto, do Benfica, mais precisamente do recentemente malogrado Kulkov, que bisou aos 85 minutos, ele que também tinha faturado em Highbury.

Abel Xavier, aos 58 minutos, João Vieira Pinto, aos 59, e Kulkov, aos 77, tinham apontados os outros golos dos comandados de Toni, num jogo em que também brilhou intensamente Rui Costa, apesar de não constar na lista dos marcadores.

Pelo Bayer Leverkusen, marcaram Ulf Kirsten, aos 24 e 80 minutos, Bernd Schuster, aos 58, e Pavel Hapal, aos 82.

Já neste século, na primeira época sob o comando de Jorge Jesus, o Benfica voltou a ser bem-sucedido após um 1-1 caseiro, desta vez perante os franceses do Marselha, nos oitavos de final da Liga Europa de 2009/10.

No Velódrome, os gauleses adiantaram-se no marcador já aos 69 minutos, por Mamadou Niang, mas Maxi Pereira, que já tinha faturado em Lisboa, empatou o jogo, aos 75, e, aos 90, o brasileiro Alan Kardec virou herói, ao qualificar o Benfica.

Em 2018/19, o Benfica deu a volta pela quarta vez consecutiva a um 1-1 caseiro, frente ao PAOK, no play-off da Liga dos Campeões, graças a um convivente 4-1 em Salónica.

O Benfica voltou a sofrer primeiro, mantendo a tradição, culpa de um tento de Aleksandar Prijovic, logo aos 13 minutos, mas Jardel, aos 20, Salvio, aos 26 e 49, em duas grandes penalidades, e Pizzi, aos 39, garantiram o apuramento para a fase de grupos da Champions.

Quanto às quedas após 1-1 caseiros, aconteceram na segunda ronda da Taça dos Campeões de 1973/74, com o um desaire na casa do Ujpest por 2-0, selado por Ferenc Bene e Endre Kolár, e na segunda eliminatória da Taça das Taças de 1986/87, face a uma derrota por 1-0 em Bordéus, selada por Philippe Vercruysse.

Na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa de 2020/21, o Benfica empatou 1-1 com o Arsenal na casa emprestada de Roma, onde Pizzi adiantou os encarnados, aos 55 minutos, e Bukayo Saka restabeleceu a igualdade, aos 57.

O encontro da segunda mão realiza-se na quinta-feira, às 17h55 (de Lisboa), em Atenas, casa emprestada dos ingleses, devido às restrições britânicas relacionadas com a pandemia da covid-19.