José Sócrates defende Vieira e visa Benfica: "O cadáver ainda não arrefeceu..."

José Sócrates

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Artigo de José Sócrates no Diário de Notícias termina com críticas ao Benfica e à forma como agiu perante o envolvimento de Luís Filipe Vieira no processo Cartão Vermelho.

José Sócrates assina esta segunda-feira um artigo de opinião no Diário de Notícias, no qual utiliza as recentes detenções de Joe Berardo e Luís Filipe Vieira para criticar, uma vez mais, forma de atuar do Ministério Público.

"O espetáculo de violência estatal concentra-se, portanto, nestes dois pontos - a prisão abusiva e a campanha de difamação alimentada pela violação do segredo de justiça. Abuso e crime, eis o comportamento institucional onde se já se vislumbra o que a senhora ministra da Justiça chamou, em artigo recente, "direito dos justiçáveis". Este novo mundo precisa de novas categorias e novas gramáticas. A expressão põe de lado o clássico fundamento da dignidade pessoal e dos direitos universais e convida a separar uns e outros. Eis como tudo encaixa. Na verdade, Joe Berardo e Luís Filipe Vieira já não são indivíduos com direitos, são "justiçáveis", escreveu o antigo primeiro-ministro.

Ora, é sobre Luís Filipe Vieira que o artigo termina com José Sócrates a deixar críticas à forma como o Benfica atuou. "Finalmente, no Benfica, a cena em palco é ainda mais repulsiva. Nem uma palavra de simpatia por quem ainda ontem era o líder da equipa. Nem uma palavra. O cadáver ainda não arrefeceu e ali só se vê cálculo e ambição e poder e oportunismo. Aquelas pessoas perderam-se ali mesmo, no preciso momento em que encenaram o megalómano espetáculo do estádio vazio de onde emergiria a figura redentora. No final, o pano desce tristemente, mostrando que por detrás dele nada existe - nem legitimidade, nem gravitas. Os mais calculistas são frequentemente os mais incautos. À volta, de novo, o silêncio."

Recorde-se que José Sócrates vai a julgamento por três crimes de branqueamento de capitais e mais três de falsificação de documentos no âmbito da Operação Marquês

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