E-Toupeira: António Perdigão da Silva diz que foi ameaçado até ao Benfica sair do processo

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 foto André Luís Alves / Global Imagens

António Perdigão da Silva, ex-árbitro e comentador do Porto Canal, explicou que foi perseguido e insultado até o Benfica não ser pronunciado no caso e-Toupeira.

António Perdigão da Silva, ex-árbitro de futebol e comentador do Porto Canal, disse, esta quarta-feira, em tribunal, que foi ameaçado e insultado, bem como a sua família, até o Benfica não ser pronunciado por corrupção no caso e-Toupeira.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), António Perdigão da Silva foi uma das pessoas sobre as quais um dos funcionários judiciais em julgamento pesquisou informações pessoais, a pedido de Paulo Gonçalves, então assessor jurídico da SAD do Benfica. Quando apoiou o recurso do MP sobre a não pronúncia do Benfica, começaram as ameaças e perseguições, referiu na audiência, no Campus da Justiça, em Lisboa.

"Até o Benfica sair do processo - o que não concordo e fico triste e indignado - deixei de ser insultado e perseguido", vincou.

"Violaram a porta do meu domicílio, partiram o vidro da porta da entrada, fui insultado na rua, restaurantes e supermercados", afirmou. "Nas redes sociais, a entourage do Benfica fez denúncias anónimas a acusar que eu subornava árbitros e até jogadores e depois metiam isso nos blogues afetos ao clube", acrescentou.

Na audiência, o ex-árbitro explicou que foi colaborador do Porto Canal entre 2017 e 2018 e, depois, colaborou como assessor da SAD do FC Porto, entre 2018 e 2019.