Soares de Oliveira admite "desconhecimento grande do treinador em relação ao plantel"

Soares de Oliveira admite "desconhecimento grande do treinador em relação ao plantel"
Pedro Miguel Azevedo

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Domingos Soares de Oliveira concedeu uma entrevista à TVI24. A má época em 2020/21 foi um dos temas abordados.

Explicações para a má época: "Houve fatores externos e internos e só podemos intervir nestes últimos. Nos externos, o tema do covid-19 é igual para todos, o que não é igual é ter 12 jogadores que não podem jogar porque estão isolados em quartos. Não encontrei outros clubes com muitos jogadores ao mesmo tempo como nós. Quem teve diz que a recuperação física não é imediata. Segundo, a ausência de público teve muito impacto pois é um catalisador dos nossos jogadores e faz mais diferença no Benfica, nomeadamente fora. Outro fator que não não ponho em cima da mesa, mas que os benfiquistas põem, são as arbitragens."

Fatores internos: "Mas há os fatores internos, que são os mais importantes de discutir, alguns não posso falar para não pôr na mesa, pois era dar o ouro ao bandido e à nossa concorrência sobre o que estamos a fazer. Houve um desconhecimento grande do treinador em relação ao plantel e vice-versa, fizemos muitas mudanças em simultâneo e os treinadores e jogadores não sabiam ao que iam. Este ano isso resolve-se por si, haverá estabilidade de plantel e não prevemos muitas mudanças, haverá estabilidade. O treinador conhece a equipa e sabe com o que pode contar."

Erro: "Houve um erro da nossa parte que é preciso assumir, pois gerámos expectativas demasiado altas e hoje faríamos de forma diferente."

Jesus não dirá que vão jogar o triplo? "Penso que não, mas se ouvir é porque o Jorge Jesus é uma pessoa independente, com uma maneira muito própria de dialogar. É um excelente conversador e sabe dirigir as suas mensagens. Criámos expectativas, não apenas o treinador, mas a estrutura toda. O meu discurso foi de rigor e há uma altura em que temos capacidade financeira, com a venda do João Félix, criámos uma riqueza para o clube. Uma das minhas maiores preocupações com os colegas de administração era o que fazer com este dinheiro. Por no banco? Não serve para nada, o Benfica tem uma missão que é ganhar. Depois temos de ter uma gestão que proteja o património mas que ganhe, e foi o que fizemos. Mas não correu bem."