Ações da Benfica SAD fecham sessão a subir 4,17% depois da negociação suspensa

Ações da Benfica SAD fecham sessão a subir 4,17% depois da negociação suspensa
Redação com Lusa

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De acordo com informação disponível na agência Bloomberg, o título da SAD do Benfica subiu 4,17% para 3,00 euros, tendo sido negociadas quase 20 mil ações (19.653).

As ações da Benfica SAD fecharam a sessão desta segunda-feira na bolsa de Lisboa com uma valorização de 4,17%, para três euros, depois da sua negociação ter sido suspensa na abertura.

De acordo com informação disponível na agência Bloomberg, o título da SAD do Benfica subiu 4,17% para 3,00 euros, tendo sido negociadas quase 20 mil ações (19.653).

No início da sessão, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu a negociação das ações da Sport Lisboa e Benfica - Futebol SAD.

Num outro comunicado, para informar o mercado, a CMVM recorda que "nos últimos dias tornaram-se do conhecimento público indícios de irregularidades diversas, suscetíveis de afetar a Sport Lisboa e Benfica - Futebol SAD (Benfica SAD), de impactar o seu governo societário e de criar opacidade sobre a composição da sua estrutura acionista".

A suspensão foi levantada menos de duas horas depois, "para a incorporação de informação", de acordo com a CMVM.

O levantamento da suspensão das ações da sociedade "encarnada", com efeitos a partir das 08:45 de hoje, segue-se à anterior decisão de suspender a negociação, às 06:54.

Na sequência da operação Cartão Vermelho, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, suspendeu funções, tendo sido substituído pelo até então vice Rui Costa, e ficou em prisão domiciliária até ao pagamento de uma caução de três milhões de euros, por suspeita de vários crimes económico-financeiros.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estão em causa factos suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais".

No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, proprietário da empresa Valouro e maior acionista individual da estrutura benfiquista.