"A nossa dupla de centrais é o reflexo da equipa do Benfica"

"A nossa dupla de centrais é o reflexo da equipa do Benfica"
Redação

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Roger Schmidt foi entrevistado pela comunicação do Benfica

Relacionamento com os jogadores: "Creio que atualmente a ambição é ter a equipa a jogar a um nível de topo de três em três dias. Os jogadores são todos indivíduos. Não deixam de ser humanos. Para retirar o melhor de uma pessoa, é preciso criar uma ligação emocional, vezes e vezes sem conta. Para prepará-los, é preciso tratá-los de forma individual, também. Penso que a ideia que mencionei anteriormente, sobre adquirir experiência em várias áreas, é muito valiosa, especialmente entre jogos, quando temos de tomar muitas decisões e ter muitas conversas, para fazer sempre a coisa certa, e para alcançar um ponto em que os jogadores estão na melhor forma possível para jogar ao mais alto nível."

Experientes e jovens: "Creio que isso é muito individual. Gosto muito da diversidade na nossa equipa. Temos jogadores muito experientes, como o nosso capitão Nico Otamendi, que aparece há muito tempo no futebol, e temos jovens jogadores na equipa, em início de carreira. A nossa dupla de centrais, composta por Nico Otamendi e António Silva, é o reflexo da nossa equipa: um jovem oriundo da nossa Formação e um jogador que esteve no Manchester City, que representa a seleção da Argentina, e que já conquistou muito. Juntá-los a todos é um naturalmente um desafio. Penso que para superar esse desafio, e para acompanhar e liderar os jogadores, é importante já ter experienciado estas situações, para conseguir comunicar com estes jogadores, e acompanhá-los. Claro que um jogador jovem precisa de mais orientação e conselhos táticos, e um jogador experiente só precisa de instruções específicas. Mas como já disse, é entusiasmante, e é muito desafiante para mim."

Ideia de jogo: "Penso que ao chegar a um novo clube, é natural querermos envolver-nos com o clube, com os pontos fortes da equipa, e com a cultura do clube. Claro que é necessário considerar a bagagem, as expetativas que temos para o estilo de jogo que queremos implementar mais tarde, e tentar encontrar o melhor equilíbrio, para que os jogadores se sintam confortáveis com o modo de jogo, e para que o estilo encaixe com os pontos fortes da equipa. Acho que é esse o maior desafio. Não faz sentido tentar implementar algo só porque já resultou noutro sítio. Devemos estar abertos a novas ideias, e a receber inspiração dos nossos jogadores, do nosso clube, e tentar que seja um esforço colaborativo, para chegar ao melhor futebol possível. Claro que a base é sempre a minha visão do futebol, mas tento sempre envolver-me em coisas novas. O Benfica identifica-se com futebol ofensivo, e é isso que queremos mostrar no campo."