"A minha mãe pergunta-me a toda a hora se saio ou não de casa"

"A minha mãe pergunta-me a toda a hora se saio ou não de casa"
Marco Gonçalves

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Lateral-esquerdo, cedido pelo San Lorenzo, anseia pelo fim da quarentena, mas diz-se "tranquilo". Sobre a adaptação, diz que ao início "fazia sinais" para se fazer perceber.

Emprestado em janeiro ao Benfica, pelo San Lorenzo, Elías Pereyra viu a sua afirmação de águia ao peito condicionada pela pandemia da Covid-19. O lateral-esquerdo está emprestado até ao final da época e o Benfica tem opção e compra, mas agora a sua situação fica indefinida. Em entrevista para o seu país, o defesa já pensa no fim da quarentena, mas diz-se tranquilo. "A minha mãe pergunta-me a toda a hora se saio ou não de casa. Espero que isto acabe em breve, mas estou tranquilo. Não tenho medo porque confio em Deus", refere, em declarações ao portal "SanLorenzoPrimero".

"Às vezes, ouvir tudo o que se passa dá algum pânico. Respeitamos todas as medidas e temos os cuidados obrigatórios, mas o melhor é não ver essas coisas", atira, reforçando: "Esta semana estava previsto que voltássemos a treinar, mas tivemos de alargar a paragem."

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O lateral aborda ainda a sua adaptação a Portugal, admitindo dificuldades. "Aqui não há espanhóis. Só o treinador é que fala um bocado. No início fazia sinais para me perceberem... Quando subo à primeira equipa falo muito com o Franco Cervi. Ele ajudou-me muito, caso contrário era impossível", revela.