"Eu e Deco dava faísca. Eu rebentei-lhe o joelho e ele rebentou-me o pé"

"Eu e Deco dava faísca. Eu rebentei-lhe o joelho e ele rebentou-me o pé"

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Técnico do Belenenses participou numa conversa informal na qual abordou o presente fora das quatro linhas e destacou alguns dos melhores companheiros

Quase dez anos após iniciar a carreira como treinador, e a cumprir a terceira época a orientar o primodivisionário Belenenses, Petit assumiu sentir orgulho pelo trabalho já feito, a maior parte dele na I Liga, considerando não ser dos mais populares da classe.

"Estou orgulhoso pela minha carreira, mas quero sempre conquistar algo mais. Às vezes, as pessoas têm uma imagem sobre a minha maneira de trabalhar como treinador, mas quando conhecem é diferente. Hoje em dia, é preciso ser um pouco mais comercial na relação com a comunicação social e eu também não sou muito comercial", refletiu o técnico dos azuis, em conversa informal tida, esta quinta-feira, com o ator Miguel Costa, na qual relembrou, inclusive, o passado como futebolista.

Para trás, antes de se tornar treinador na época 2012/13, ao serviço do "seu" Boavista, ficaram 18 anos a atuar como (vigoroso) médio-defensivo, tendo até sido internacional por Portugal, contexto onde encontrou alguns dos "melhores companheiros".

"Tive a felicidade de apanhar o [Cristiano Ronaldo [desde os 18 até aos 24 anos. O Luís Figo e o Rui Costa estão sempre lá em cima. Quando estava apertado, dava a bola ao Figo e ficava redondinha. Adorei jogar com ele e com o Rui", recordou Petit, que realçou ainda um outro companheiro - e, por vezes, duro adversário - português.

Também adorei jogar com o Deco, que não só com bola era fantástico, mas quando a perdia dava tudo para a recuperar. Foi dos jogadores mais difíceis que marquei. Eu e ele dava faísca. Eu rebentei-lhe o joelho e ele rebentou-me o pé [risos]", acrescentou o técnico do Belenenses.

Ainda assim, e por último, o Petit refutou a ideia de que os futebolistas transportam a rivalidade tida no interior do campo para o campo pessoal, contextualizando com as vivências partilhadas com os rivais portistas Pedro Emanuel e Jorge Costa, após os 'Clássicos'.

"No primeiro ano de Benfica, às vezes depois dos jogos no Norte ou depois de partidas nas Antas, ia jantar ou com o Pedro Emanuel ou com o Jorge Costa. Era normal que trocássemos impressões sobre o que foi a partida. Às vezes os adeptos pensam que somos todos inimigos, mas fora somos companheiros, divertimo-nos, falamos e o mais importante são as amizades que levamos para o resto da vida", confidenciou o ex-Benfica..