"Dois adeptos insistiram em carregar os sacos, não fosse doer-me o joelho"

"Dois adeptos insistiram em carregar os sacos, não fosse doer-me o joelho"
Ireneu Ribeiro

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Tandjigora não disputa qualquer jogo desde 1 de outubro, quando rompeu os ligamentos no embate frente ao V. Guimarães.

Parado há 11 meses devido a uma grave lesão no joelho esquerdo, Tandjigora, ou Tandji, para os colegas, acredita voltar mais forte. "Sinto muita falta do futebol", confidencia o gabonês, num português misturado com inglês e francês. O jogador agradece as mensagens de apoio e até conta uma história curiosa. "Chegam a mandar-me vídeos a dizer "volta Tandji, estamos à tua espera". Um dia fui às compras e dois adeptos do Belenenses vieram ter comigo e insistiram em carregar os sacos, não fosse doer-me o joelho", contou, por entre gargalhadas, para agradecer o apoio de todos. "O presidente, os dirigentes, os jogadores... todos têm sido incansáveis. São a minha família. Sem eles não sei como suportaria, já tinha dado em doido. Nunca me tinha lesionado na carreira e tinha logo de ser tão grave", lembrou Merlin, nome próprio e de feiticeiro. "Às vezes acho que sou mágico, sim", prossegue, bem-disposto, o sexto de 15 filhos. "Tenho irmãos no Gabão, China, Canadá, Índia, Paris, Nova Iorque e Senegal... O meu pai era político", justifica Tandji.

Agora é acelerar o regresso. "Tenho de voltar bem. Nunca vou desistir! Entretanto, estou com o grupo, canto e danço. Dou sempre show no balneário. São danças africanas", continua o apaixonado pela vida e camisola 4 dos azuis.