Acordo verbal travou Miguel Rosa

Pedro Miguel Azevedo

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Além do extremo, também Deyverson e Rojas, este emprestado pelas águias, tiveram de ir para a bancada, o que causou mal-estar e obrigou Marco Paulo a improvisar

A não inclusão de Miguel Rosa - assim como de Deyverson e Rojas - na lista de opções do Belenenses na receção ao Benfica deveu-se a um acordo verbal entre as administrações das SAD dos dois emblemas. Ao que O JOGO apurou, aquando da celebração do contrato de transferência do médio/extremo da Luz para o Restelo - válido por cinco temporadas e com os encarnados a ficarem com a maioria do valor de uma venda futura - houve um entendimento entre as partes, que foi respeitado nesta jornada.

Marco Paulo, treinador do Belenenses, assumiu após o jogo, aliás, estar impedido de utilizar aquela que é uma das estrelas da equipa sem ser por questões técnicas ou físicas, dizendo que qualquer resposta seria dada pela SAD. Esta baixa, mais do que a de Deyverson e de Rojas - estes raramente são opção na equipa -, obrigou Marco Paulo a mudar a estratégia normal, o que causou mal-estar geral, principalmente entre os adeptos, que estranharam a ausência do camisola 70. Ao longo do dia de ontem, segunda-feira, nem o presidente da SAD, Rui Pedro Soares, nem qualquer elemento da administração vieram esclarecer de viva voz o motivo da ausência de Miguel Rosa, Deyverson e Rojas do jogo com as águias. Apesar das várias tentativas feitas por O JOGO, não foi obtida qualquer reação ao assunto, nem mesmo à contestada arbitragem de Jorge Ferreira, que anulou um golo limpo a Tiago Caeiro e expulsou tanto Fredy como o próprio Rui Pedro Soares.