"Quero servir o Aves sem vaidades, devolver a alegria aos sócios"

"Quero servir o Aves sem vaidades, devolver a alegria aos sócios"
Redação com Lusa

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António Freitas avança para as eleições no Aves. Confira as ideias do candidato.

A aposta no futebol jovem, a revitalização financeira e a dinamização infraestrutural do Aves são prioridades do presidente honorário António Freitas, que anunciou este domingo a candidatura às eleições do último classificado da I Liga.

"Pretendo que o rico e vasto património do clube, a formação e as modalidades sejam uma marca de referência no Aves, pugnando também pela recuperação do projeto do complexo desportivo, que se encontra estagnado no coração da Vila das Aves", indicou o empresário, de 66 anos, no manifesto eleitoral a que a agência Lusa teve acesso.

Antigo dirigente máximo dos nortenhos entre 1998 e 2001, António Freitas desistiu da corrida presidencial nas eleições de janeiro de 2016 e compromete-se agora a "ouvir semanalmente os sócios e manter relações privilegiadas com a [claque] Força Avense", após ter sido incentivado por "pessoas com passado relevante na história do clube".

"Os avenses conhecem-me bem. Como gestor e homem de consensos, pretendo cumprir o biénio com rigor, exigência e pontes de entendimento, sempre na defesa dos interesses do clube. Quero servi-lo sem vaidades, devolvendo a alegria aos sócios e trabalhando com o intuito de colocar o Aves dos sócios como um clube de primeira", apontou.

O dirigente reconhece que as eleições dos corpos sociais avenses para o biénio 2020-2022, em 27 de junho, são "uma oportunidade" para "devolver a credibilidade" ao clube presidido por Armando Silva, envolvido em "dificuldades a nível financeiro e em termos de relacionamento e de resultados desportivos", que procurará "resolver com prioridade".

"Conto com uma equipa preparada, empenhada e competente, que vê e sente o Aves como a paixão de uma vida e a identidade de um território alargado e não circunscrito à nossa freguesia. Uma equipa capaz, unida por objetivos definidos e metas ambiciosas, que nunca ficará acomodada ou passiva no exercício das suas funções", garantiu.

Na liderança avense desde a temporada 2010/11, Armando Silva recusou na sexta-feira a recandidatura à presidência do Aves, mostrando-se "satisfeito e orgulhoso por todo o trabalho em prol do clube", mas sublinhando que atingiu "um desgaste pessoal e profissional grande" e "chegou o momento de dar lugar a outras pessoas".

"O Aves não pode ser visto como um entreposto comercial de interesses económicos. O seu passado merece um enorme respeito e temos de valorizar e dinamizar o potencial que advém das mulheres, homens, crianças e jovens que amam e sentem o clube. Por isso, podem contar comigo. O Aves merece melhor", terminou António Freitas.

Com três décadas de ligação aos avenses, o presidente honorário avança assim para um sufrágio que deveria ter ocorrido em 9 de maio e foi suspenso três semanas antes devido à pandemia de covid-19, sendo depois remarcado para o final de junho e deslocado do estádio para o pavilhão do emblema do concelho de Santo Tirso.

Posicionados no último lugar do campeonato, com 13 pontos em 24 jornadas, nove abaixo da zona de salvação, os nortenhos têm a gestão do futebol profissional entregue ao grupo de investidores Galaxy Believers, que controla 90% das ações da sociedade anónima desportiva, enquanto o clube detém os restantes 10% de capital desde agosto de 2015.