"Pode haver desconfiança e eu senti os jogadores tristes", diz Augusto Inácio

"Pode haver desconfiança e eu senti os jogadores tristes", diz Augusto Inácio
João Maia

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Treinador quer retribuir o carinho dado pelos adeptos no final da goleada sofrida, por 5-1, frente ao Rio Ave na jornada anterior

Equipa está a reagir: "Tem que reagir, depois do descalabro que foi o jogo passado. Temos que reagir através de um resultado que nos possa permitir vencer. É a única coisa que estamos a pensar, sabendo que o Famalicão está a fazer um bom campeonato, que troca bem a bola e que é rápido no ataque. Temos algumas situações para resolver, mas a equipa que entrar só pode corresponder ao carinho que os adeptos nos deram em Vila do Conde. É uma dívida que temos para com eles. Precisamos de ter a alma suficiente perante um jogo que é para ganhar. Queremos ficar com duas vitórias em casa, já que temos dois jogos fora, porque se não pontuamos fora temos que pontuar em casa, até porque a seguir temos dois jogos seguidos fora."

Derrota com o Rio Ave: "Não tivemos só um défice físico, também falhámos na organização e na concentração. Mas, este é o preço a pagar pelo desequilíbrio competitivo que há no plantel e isto não é nenhuma desculpa. Se calhar há equipas mais avançadas, nós estamos num processo de entrosamento. Foi uma semana difícil porque pode haver desconfiança e eu senti os jogadores tristes. Temos que recuperar a confiança o mais rápido possível. Acho que eles querem fazer as coisas depressa e bem e depois não acontece o que nós queremos. Falo do que vi nos treinos. Se estou preocupado? Estou sempre preocupado. Só que este é o papel do treinador, fazer com que os jogadores não percam a confiança, senão é meio caminho andado para a derrota."

Paragem: "Ainda bem que vem esta paragem independentemente do resultado. Precisamos dos 15 dias para equilibrar fisicamente os jogadores porque há um défice grande entre os que têm jogado e os restantes. Depois da paragem vamos aparecer muito melhores fisicamente."

Mercado: "Contratámos agora dois jogadores para o meio-campo, o Luiz Fernando e o Kerrouche. Um está com falta de ritmo competitivo para o que é o futebol europeu e o outro com os níveis físicos em baixo. Deu para perceber isso no jogo a meio da semana com o Berço e para o Kerrouche vai ser uma pré-temporada. Vamos, até, dividir isto em grupos. Alguns vão levar uma boa carga física, que não vai ser atletismo, mas sim outro tipo de treino que lhes permita aproximarem-se dos restantes colegas. Este é o trabalho mais difícil que se pode ter: equilibrar a equipa fisicamente com o campeonato em andamento."