Uma imagem que fez furor em Moreira de Cónegos: já lhe chamam "adepto do ano"

Uma imagem que fez furor em Moreira de Cónegos: já lhe chamam "adepto do ano"
Cláudia Oliveira

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Adepto ficou sozinho na bancada de Moreira de Cónegos para poder acenar a bandeira e levar a tarja para dentro do recinto.

Sendo o futebol um desporto de massas, a imagem de um adepto solitário na bancada não é usual. Luís Ferreira viajou até Moreira de Cónegos para apoiar o seu Arouca - garante que não era o único - e acabou por ter uma bancada só para si, por não querer minimizar o seu apoio habitual. Ou seja, o adepto arouquense não quis deixar de fora do estádio a bandeira e a tarja que esticou sobre as cadeiras vazias, na zona do cartão do adepto.

"Éramos umas 15 pessoas, mas os outros estavam na bancada central, com convite, presumo. Outros dois adeptos foram para a bancada de visitante e eu fui para a zona destinada aos detentores do cartão de adepto. Sou contra o cartão de adepto, mas não vou deixar de apoiar o meu clube nem deixar de levar as bandeiras por causa disso", contou Luís, fundador da claque "Somos Arouca", a O JOGO.

A solidão na bancada e a chuva - a zona não tem cobertura - não o demoveram. "Estávamos perto, dava para ver o pessoal e quando eu gritava pelo Arouca eles também gritavam", explicou.

A imagem (em fotografia ou vídeo) circulou nas redes sociais e já há quem o considere "o adepto do ano". Luís não pretende nada disso. Move-o um desejo bem mais comum: "simplesmente apoio a minha equipa e quero ter mais gente ao meu lado a apoiar".

No próximo jogo em casa, frente ao Sporting, Luís espera ter mais adeptos com cartão ao seu lado e confirmou que alguns elementos da claque já garantiram que iam pedir o cartão de adepto. Um procedimento simples, que até "pode ser feito cinco minutos antes de um jogo", visto que é atribuído um cartão provisório no imediato.

Curiosamente, Luís Ferreira não nasceu nem vive em Arouca. Ligado ao concelho por relação familiar (o pai é natural de Arouca) e por investimentos que têm feito ao longo dos anos, o adepto garante que se sente "mais de Arouca do que do Porto" e não esconde que a curto prazo poderá fixar residência na localidade.