"No Arouca temos de trabalhar mais do que os outros para equilibrar o que quer que seja"

"No Arouca temos de trabalhar mais do que os outros para equilibrar o que quer que seja"
Redação com Lusa

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Declarações do treinador do Arouca, Armando Evangelista, aós o jogo com o Boavista que terminou com a vitória dos axadrezados, por 2-1:

Resposta com menos dois jogadores: "Tenho de estar satisfeito pelo que a equipa fez em inferioridade numérica por duas vezes. É inequívoco o que queríamos deste jogo pelo que fizemos, se não fosse o fator da inferioridade numérica, provavelmente estaríamos a falar de uma vitória do Arouca pelo que fizemos, mesmo com nove. Conseguimos criar e ter situações na cara do guarda-redes, não deixamos o adversário jogar."

Trabalhar mais do que os outros: "Quando trabalhamos no Arouca - e os jogadores têm essa sensibilidade - temos de trabalhar mais, temos de dar mais horas que maior parte das equipas da I Liga para equilibrar o que quer que seja. Foi isso que aconteceu, em grande parte do jogo não se notou a inferioridade numérica. Cada um dos jogadores teve o espírito certo e sabiam que tinha de dar algo mais ao jogo para colmatar a ausência de dois colegas. São jogadores sérios que querem agarrar a oportunidade de jogar aqui e o que exigimos como equipa técnica é que assim seja."

Critério do árbitro: "Por vezes, dá-me vontade de dizer que é preciso uniformizar os critérios que temos. Fico triste às vezes porque dá a sensação que os critérios disciplinares não são uniformes para todas as equipas. Não ponho em causa as expulsões, mas sim todo o critério ao longo do jogo. Simulações são [cartões] amarelos, um jogador ganha a frente do outro na área, é tocado no pé, cai e manda-se seguir. Faltas em que se dá lei da vantagem e depois não se volta atrás para mostrar amarelo. Há uma série de lances que se escrutinássemos havia muita conversa para desenvolver, mas não é o local certo para o fazer."