A receita de Evangelista para o Braga: "É preciso coragem e bola"

A receita de Evangelista para o Braga: "É preciso coragem e bola"

Treinador do Arouca abordou, este sábado, em conferência de imprensa, o jogo de amanhã, com o Braga, relativo à quarta jornada da Liga Bwin.

Como travar o Braga: "Está com um arranque ainda melhor do que o do Arouca, nos últimos três jogos fez onze golos, o que traduz aquilo que vamos encontrar pela frente. Para travar isso, face a esta qualidade desta equipa, será importante tirarmos-lhe espaço, mantermos um bloco sempre muito curto, para que tenham pouco tempo e espaço, uma concentração com coberturas sempre próximas para não poderem criar desequilíbrios, porque são jogadores muito evoluídos tecnicamente. Isto, sem bola, como é óbvio. Com bola, é importante termos muita coragem, ter a capacidade de ter bola, de fazê-la circular; de fazer com que este Braga tenha muito tempo sem bola, para ficar desconfortável no jogo. Com o caudal ofensivo que tem tido, é uma equipa que se sente muito confortável com bola. Tendo coragem, tendo capacidade de ter bola, acho que podemos criar problemas ao Braga, levando-os para a zona de desconforto deles. Parece-me que terá de ser por aqui. Sem bola, mantendo uma equipa curta, dando pouco espaço de manobra e de tempo, para que não possam desequilibrar. Com bola, procurar tê-la por períodos longos para levar o Braga para o desconforto. Parece-me que terá de ser por aqui, porque vamos encontrar uma equipa muito moralizada, com um bom arranque, com números significativos em termos de golos marcados, e isso traduz a dificuldade que vamos encontrar."

Nova versão do Braga: "Parece-me uma equipa mais pragmática. Jogando com Banza e Vitinha na frente não tem problemas em colocar a bola nos avançados e, por vezes, fazer um futebol mais direto, porque eles têm capacidade de segurar e subir as segundas linhas e ganhar as segundas bolas. Está mais agressiva no ataque à profundidade com estes dois homens na frente, com o Ricardo Horta, que o faz muito bem, também. Mesmo quando mexe, no banco, com o [Álvaro] Djaló, um jogador extremamente rápido, tem essa capacidade de provocar a profundidade."