Polémica em Espanha: testes rápidos comprados à China não funcionam bem

Polémica em Espanha: testes rápidos comprados à China não funcionam bem
Francisco Sebe

Sensibilidade dos testes rápidos situa-se nos 30 por cento, quando, segundo os especialistas, deveria rondar os 80 por cento.

Espanha tem sido um dos países mais afetados pela pandemia de Covid-19 e, na quarta-feira, ultrapassou inclusivamente a China no número de vítimas mortais. Agora, segundo o jornal El País, há uma nova polémica a levantar-se, devido à pouca fiabilidade de novos testes comprados ao país asiático.

Escreve a publicação que os chamados "testes rápidos" não funciona bem. "Não detetam os casos positivos, como seria de esperar", explica uma fonte que optou por manter o anonimato. Os referidos testes são fabricados pela empresa chinesa Bioeasy, de Shenzhen e têm uma sensibilidade de 30 por cento, quando esta, segundo a mesma fonte, deveria ser superior a 80 por cento: "Com este valor não faz sentido utilizar a prova". Assim sendo, o método de deteção de infeção por coronavírus terá de ser o mesmo que foi utilizado até ao momento, comunicou o Instituto de Saúde Carlos III.

A recolha de amostra por teste rápido seria realizada por zaragatoa, como os testes já levados a cabo, mas o novo método de análise levaria apenas 10 a 15 minutos a ficar concluído.

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