Nova Iorque prepara novo método que inclui sangue de pessoas já recuperadas

Nova Iorque prepara novo método que inclui sangue de pessoas já recuperadas
Redação com Lusa

Hospitais em preparativos para usar o sangue de pessoas já recuperadas.

Os hospitais da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos (EUA), estão em preparativos para usar o sangue de pessoas que recuperaram da Covid-19 como um possível antídoto para o novo coronavírus, segundo a revista Nature.

Os investigadores nova-iorquinos esperam que a abordagem centenária de usar nos doentes o sangue carregado de anticorpos daqueles que sobreviveram a uma infeção ajude a cidade - que é neste momento o epicentro do surto nos EUA - a evitar o destino de Itália, onde as unidades de cuidados intensivos estão tão cheias que os médicos não têm ventiladores de respiração para todos os que precisam.

Esta tentativa segue os estudos já feitos na China, onde foi tentada a mesma medida, mas com plasma - a fração do sangue que contém anticorpos, e não com glóbulos vermelhos das pessoas que recuperaram da Covid-19.

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Até ao momento, ainda só há resultados preliminares da experiência chinesa, sendo de notar que, durante os anteriores surtos de síndrome respiratória aguda grave (SARS) e do ébola, a abordagem através da injeção do plasma dos recuperados teve um sucesso modesto.

Mas os cientista norte-americanos esperam aumentar a taxa de êxito do tratamento ao usar o sangue dos doadores, que é repleto de anticorpos, nos doentes que tenham a maior probabilidade de recuperar.

Mais de 60.000 casos de Covid-19 foram registados esta quarta-feira nos Estados Unidos, incluindo 849 mortos, mais 250 do que no dia anterior, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins.

A cidade mais afetada é Nova Iorque, que se tornou no epicentro da pandemia nos Estados Unidos, com números de casos e de vítimas mortais que seguem a progressão verificada em cidades como Madrid (Espanha) e Milão (Itália).

Os Estados Unidos são já o terceiro país com mais casos registados, atrás da China (81.000) e da Itália (74 mil casos).