Motim em prisão de Lisboa, GISP e bombeiros chamados

Motim em prisão de Lisboa, GISP e bombeiros chamados

Na origem do motim estará o descontentamento dos reclusos com as sucessivas greves dos guardas prisionais, que levaram ao cancelamento, por exemplo, do tradicional jantar de Natal entre os presos e famílias

O Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP) foi chamado ao Estabelecimento Prisional de Lisboa devido a alegados desacatos, disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP). Ao que o JN apurou, os militares já usaram balas de borracha para tentar controlar a fúria dos reclusos.

Na origem do motim estará o descontentamento dos reclusos com as sucessivas greves dos guardas prisionais, que levaram ao cancelamento, por exemplo, do tradicional jantar de Natal entre os presos e famílias. A realização de um plenário dos guardas prisionais também cancelou a visita prevista para amanhã.

Jorge Alves disse ter conhecimento de que foi convocado ao fim da tarde "todo o pessoal que estava de folga e a intervenção do GISP, por eventuais confrontos na Ala B daquele estabelecimento, na rua Marquês da Fronteira, em Lisboa. O dirigente sindical disse não ter de momento mais pormenores, estando a tentar contactar os representantes sindicais no EPL.

Esta ala tem cerca de 190 reclusos. Os desacatos ocorrem numa altura em que decorre o último de quatro dias de greve dos Guardas Prisionais e que rondou uma adesão de cerca de 80%. Os guardas prisionais marcaram esta greve de quatro dias para exigir a revisão do estatuto profissional e a progressão na carreira, além de contestarem o novo horário de trabalho.