João Paulo Rebelo desmente Baganha e explica destituição: "Há uma avaliação política"

João Paulo Rebelo desmente Baganha e explica destituição: "Há uma avaliação política"

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto abordou a demissão de Augusto Baganha do cargo de presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)

João Paulo Rebelo esclareceu os motivos que levaram à decisão de destituir Augusto Baganha do cargo de presidente do IPDJ. Em declarações à SIC Notícias, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto negou ter mudado de comportamento em relação a Augusto Baganha após o primeiro castigo aplicado ao Benfica e explicou que a destituição avançou após uma avaliação política.

"É absolutamente falso. A decisão de ter acontecido a dissolução do anterior conselho diretivo teve a ver com orientações políticas que estão a ser dadas ao IPDJ. Sou secretário de Estado da Juventude e do Desporto e como membro do Governo estou no cumprimento dos poderes que a lei me confere. Mal estaríamos se o Governo não tivesse capacidade de decidir quem é que vai ter à frente das instituições. Há uma justificação: num quadro dos novos programas que o IPDJ tem conhecido. Há uma avaliação política, não confundir com partidária, como lamentavelmente o Augusto Baganha insinuou. No uso dos poderes que me é conferido e pela legitimidade que um governo democrático tem, a equipa que estava não servia os interesses da política que se quer prosseguir no IPDJ. Foi com profundo lamento que assisti às lamentáveis declarações de Augusto Baganha. A minha desilusão pessoal é secundária face ao meu choque perante estas declarações, porque estão a ser lançadas suspeitas e insinuações", atirou João Paulo Rebelo.

Sobre a última avaliação a Augusto Baganha - recebeu um "Bom" -, o secretário de Estado realçou que a classificação é atribuída mediante objetivos traçados pelo próprio conselho diretivo do IPDJ. "A classificação responde a objetivos traçados e estabelecidos pelo conselho diretivo. Não há nada de estranho. Há novos objetivos e há uma avaliação legítima de que esta equipa não os resolveria da melhor maneira e dentro do que nós queremos", afirmou.

Quanto a uma eventual providência cautelar apresentada por Augusto Baganha, João Paulo Rebelo salientou não ter recebido qualquer notificação. "Não estou à espera de desenvolvimento nenhum, ninguém me notificou. Foi muito grave o que aconteceu. Se dúvidas restassem, o Augusto Baganha ilustrou bem as razões pelas quais não tem condições para exercer um cargo desta natureza", rematou.