"Não é o fim do mundo. Vamos ficar bem, mas não é altura de sair com os amigos"

"Não é o fim do mundo. Vamos ficar bem, mas não é altura de sair com os amigos"
Rafael Toucedo

Michael Levitt fez a antevisão do comportamento do coronavírus no ocidente, após ter acertado na previsão para a China, e diz que não será tão fatal como se prevê

O cientista Michael Levitt - tem tripla nacionaliade, britânica, americana e israelita - , que venceu o Nobel da Química em 2013, desdramatizou os cenários apontados de milhões de mortes em todo o mundo derivados da pandemia de Covid-19. Levitt fez anteriormente um modelo de investigação que aplicou à China e acertou na previsão sobre a desaceleração e queda da curva de casos registados e de mortes, pelo que agora aplicou o mesmo método ao ocidente, chegando à conclusão de que a pandemia não será tão fatal quanto muitos epidemiologistas perspetivam.

Levitt deu entrevistas recentemente ao Calcalist e ao LA Times e O JOGO reproduz aqui algumas das suas frases fortes: "Para por as coisas em perspetiva, o número de mortes por coronavírus em Itália é de 10% das mortes por influenza entre 2016 e 2017. Há pânico injustificado que temos de controlar. Não é o fim do mundo. Vamos ficar bem. Tem de se encarar o corona como uma gripe severa, de quatro a oito vezes mais forte, e mesmo assim a maioria das pessoas vai continuar saudável e a humanidade vai sobreviver. Esta não é a altura para sair com os amigos. A situação real não é nem de perto tão terrível como dão a entender".

O científico justifica a perspetiva de um decréscimo de casos a partir de agora com o facto de os governos estarem a tomar medidas duras de isolamento social, fundamental para combater o problema.