Autoridades suíças solicitaram ajuda a Rui Pinto numa investigação ao presidente da FIFA

Autoridades suíças solicitaram ajuda a Rui Pinto numa investigação ao presidente da FIFA
Redação

Procurador Damian Graf revelou ao denunciante que investigava supostas ofertas indevidas de Infantino ao magistrado Rinaldo Arnold, depois "culpado por violar funções"

Há três anos, enquanto ainda revelava documentos confidenciais que indicavam alegados delitos criminais através do Football Leaks, sob o pseudónimo "John", o whistleblower Rui Pinto foi contactado pelas autoridades suíças para que prestasse ajuda numa investigação sobre a ação do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Segundo o jornal Público, foi solicitado ao denunciante, hoje acusado pela prática de 90 crimes, que fornecesse à justiça helvética informações que comprovassem alegações de que o dirigente tentara, com contactos junto do Ministério Público suíço, o término de uma investigação antecedente em que era o alvo.

Poucos dias antes de ser detido pelas autoridades húngaras, o que ocorreu em 16 de janeiro de 2019, Rui Pinto foi informado pelo procurador suíço Damian Graf de que, por causa do Football Leaks, estava a investigar supostas ofertas indevidas de Infantino ao magistrado helvético Rinaldo Arnold.

O intuito era obter, por parte de Infantino, uma reunião com Michael Lauber, procurador-geral da Suíça, para lhe pedir que intercedesse de forma a findar a tal investigação sobre uma alegada concessão de direitos televisivos a uma empresa offshore.

Confrontado com o pedido, Rui Pinto aceitou prestar a ajuda solicitada pelas autoridades suíças. "Caro Damian, estou totalmente disponível para colaborar nesta investigação criminal, mas a cooperação tem de ser feita através do meu advogado francês, William Bourdon. Por favor, entre em contacto com ele. Melhores cumprimentos, John", afirmou o denunciante, citado pelo Público.

Meses mais tarde, a investigação aberta por suspeita da ação de Gianni Infantino foi concluída com a prova de que o procurador Lauber se reunira, informalmente, com o presidente da FIFA, entre março de 2016 e 2017, pelo que foi considerado como "culpado por ter violado vários funções no cargo" que representara. Contudo, o dirigente suíço, não obstante assumir esses encontros, negou quaisquer ilícitos.