Washington certifica que Riade toma medidas para poupar civis no Iémen

Washington certifica que Riade toma medidas para poupar civis no Iémen
Lusa

Os Estados Unidos atestaram perante o Congresso norte-americano que os aliados Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomam "medidas claras para reduzir o risco" para os civis na sua intervenção no Iémen, disse hoje o secretário de Estado.

Uma lei norte-americana impõe à administração de Donald Trump uma tal "certificação" para o país manter o apoio logístico aos dois países árabes, os principais membros da coligação que apoia as forças governamentais iemenitas na luta contra os rebeldes Huthis, aliados do Irão.

"Certifiquei ontem (na terça-feira) ao Congresso que os governos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos tomam medidas claras para reduzir o risco contra os civis e as infraestruturas civis no quadro das suas operações militares", declarou Mike Pompeo num comunicado.

O conflito no Iémen já causou cerca de 10.000 mortos, na maioria civis e provocou a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

No início de setembro a coligação internacional sob comando saudita reconheceu "erros" durante um ataque aéreo no Iémen em agosto, que matou cerca de 40 crianças e foi fortemente condenado pela comunidade internacional.

Num comunicado distinto, o secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis, disse apoiar a certificação de Pompeo, considerando que o apoio de Riade e Abu Dhabi às "tentativas da ONU" para "acabar com a guerra civil no Iémen" é um exemplo dos seus "esforços para reduzir o risco de vítimas civis" no país.

"A administração Trump disse claramente que acabar com o conflito no Iémen era uma prioridade de segurança nacional", disse Pompeo, adiantando que Washington continuará a "trabalhar estreitamente com a coligação conduzida pelos sauditas".

No final de agosto, os Estados Unidos indicaram levar "a sério" um relatório da ONU que mencionava possíveis "crimes de guerra" cometidos por todas as partes envolvidas no conflito do Iémen.