Senado dos EUA apoia avaliação da espionagem sobre ingerência russa nas eleições

Senado dos EUA apoia avaliação da espionagem sobre ingerência russa nas eleições
Lusa

A comissão dos Serviços de Informações do Senado norte-americano expressou na quarta-feira a sua concordância com a avaliação de várias agências de espionagem que a Federação Russa interferiu nas eleições presidenciais de 2016 para beneficiar Donald Trump.

A conclusão diverge da feita pelos membros republicanos da comissão senatorial, que, apesar de admitirem que o presidente russo, Vladimir Putin, quis prejudicar a campanha da democrata Hillary Clinton, isso não significa que quis ajudar Trump.

O senador republicano Richard Burr, eleito pelo Estado da Carolina do Norte, presidente ca comissão, afirmou que o seu 'staff' passou 14 meses a "rever fontes, especificidades do trabalho de espionagem e trabalho analítico" feito pelas agências de informações.

Avançou que a comissão não apurou qualquer razão para contestar as conclusões destas agências divulgadas em 2017.

A declaração de Burr depois de membros da comissão se terem reunido à porta fechada com os antigos diretores das Informações Nacionais (National Intelligence), James Clapper, da Agência Central de Informações (CIA, na sigla em Inglês), John Brennan, e da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em Inglês), Mike Rogers.

Todos os três estiveram profundamente envolvidos na avaliação por estes serviços da interferência russa nas eleições.

"Os esforços russos foram extensos, sofisticados e ordenados pelo próprio presidente Putin, com o objetivo de ajudar Donald Trump e prejudicar Hillary Clinton", afirmou o senador Mark Warner, do Estado da Virgínia, que é o principal democrata nesta comissão.