A requalificação do posto de GNR em Vila Nova de Paiva está orçada em 400 mil euros, disse hoje o presidente do município, José Morgado.
O autarca disse ainda à agência Lusa que o projeto está de acordo com as exigências do Ministério da Administração Interna e que a área de construção atinge os 700 metros quadrados.
A obra, ainda de acordo com José Morgado, deverá estar concluída em 2020.
José Morgado acrescentou que o edifício, propriedade da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, que alberga a Guarda Nacional Republicana, passará a estar ao abrigo de um "contrato por comodato por um período de 50 anos, porque fará todo o sentido que o município deixe de ser senhorio e arrendatário".
Na cerimónia de assinatura de protocolo entre a autarquia e a GNR, e promulgado pela secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, o autarca reconheceu "os graves problemas estruturais" do edifício e que, por isso, "pertence à lista de prioridades do comando distrital" de Viseu, que tem no posto 20 elementos e três viaturas ao serviço do concelho.
"A construção de um posto com melhores condições vem dar melhores condições a toda a gente", considerou o segundo comandante nacional da GNR, Rui Clero.
A secretária de Estado da Administração Interna corroborou as palavras de Rui Clero e destacou o papel da GNR, que "existe para estar junto das populações, junto das pessoas".
"A GNR tem aqui um papel fundamental, não apenas na proteção de pessoas e bens, mas também nas suas diversas valências de proteção do ambiente, da proteção civil, do trânsito. A GNR tem um conjunto de valências e há uma que é de uma dimensão, porventura maior, que é o apoio aos nossos cidadãos", enalteceu.
A governante esclareceu que o protocolo hoje assinado insere-se no âmbito da Lei de Programação do Investimento de Infraestruturas e Equipamentos aprovada em 2017 para vigorar em cinco anos, "precisamente com a consciência que a falta de investimento nas forças de segurança carecia urgentemente de um programa que tivesse um planeamento" de anos.
"Para obras de requalificação de instalações policiais, para investimento em veículos, em armamento, em equipamento de proteção individual, em equipamento para as funções especializadas e em tecnologias de comunicação e informação", enumerou.
Isabel Oneto disse que foram criadas sete medidas na lei de programação para chegar a "todas as áreas fundamentais para o cumprimento da missão das forças de segurança" e para "garantir que o investimento é concretizado".
"O investimento global na lei para as infraestruturas é de 100 milhões de euros e já temos praticamente executado mais de 50%, ou com obra a lançar ou em curso. Há 60 milhões de euros para viaturas e já começaram a chegar os primeiros carros no final do ano passado e, este ano, vão continuar a ser entregues, num total de 2.200 viaturas", lembrou a governante.
Os veículos estão a ser entregues à GNR, à PSP e ao Serviço de Estrangeiro e Fronteiras (SEF) para "procurar renovar a frota automóvel que tem uma média de idades de 13,7 anos" e, assim, explicou Isabel Oneto, "há o esforço para renovar quase 25%" do parque automóvel das forças de segurança.
"O maior investimento que podemos fazer é nos homens e mulheres que trabalham nestas instituições (...). E hoje temos índices de criminalidade muito baixos no território, o que só nos diz uma coisa: continuar a fazer como tem vindo a ser feito e isso passa por continuar a manter a GNR", reconheceu Isabel Oneto.
