Quase 40 nacionalidades representadas no Atlantic Music Expo em Cabo Verde

Quase 40 nacionalidades representadas no Atlantic Music Expo em Cabo Verde
Lusa

Quase 40 nacionalidades estão representadas no Atlantic Music Expo (AME), a maior feira internacional de Cabo Verde, cuja sexta edição arrancou na segunda-feira à noite, com muita música, dança e magia na cidade da Praia.

Pelo sexto ano, a Assembleia Nacional descerrou as suas cortinas para dar as boas-vindas ao AME, agora organizado por um grupo de produtores, denominado de Associação Cabo Verde Cultural, após a saída do Ministério da Cultura cabo-verdiano.

Apesar de o evento ter sido preparado em apenas quatro meses, o diretor geral da Associação Cabo Verde Cultural, Augusto (Gugas) Veiga, disse que o AME continua com "uma excelente adesão", com quase 40 nacionalidades representadas.

O responsável destacou a presença, pela primeira vez, de delegações da China, de Itália, do Canadá e do Brasil, num total de mais de 350 delegados, mais de 250 músicos, e mais de 30 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social mundial.

"Esperamos que o AME sirva de partilha musical, de partilha de experiências, mas sobretudo um mercado da música que sirva para fazer muitos negócios", considerou Gugas Veiga, sublinhando a continuação do envolvimento do Governo cabo-verdiano, através do gabinete do primeiro-ministro e do Ministério do Turismo e Transportes cabo-verdiano.

Segundo o diretor da associação de produtores, o AME terá um formato diferente, com menos atuações e menos custos, mas com "uma pujança muito forte".

"O modelo manteve-se o mesmo, o formato um pouco mais reduzido, mas a qualidade é a mesma ou, se calhar, superior", prosseguiu Gugas Veiga, em declarações à imprensa, considerando que é possível os privados organizarem eventos em Cabo Verde, desde que seja "em conjunto" com o Governo, as Câmaras Municipais e as empresas.

O AME arrancou com música de Reis Demuth Wiltgen Trio (Luxemburgo), Iduino (Cabo Verde) e Lindigo (ilha de Reunião), mas também dança e magia na Assembleia Nacional, quase cheia, onde já se sentia a descontração e alegria características do AME.

Na noite em que soaram os primeiros sons, estava na plateia o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que disse aos jornalistas esperar que o AME continue a concretizar a ideia de Cabo Verde como "um grande palco", que consegue interagir com o mundo na arte e na cultura, especialmente através da música.

Questionado se com a saída do Ministério da Cultura o gabinete do primeiro-ministro "veio socorrer" o AME, Ulisses Correia e Silva disse que isso não aconteceu, uma vez que o Governo é "uno e indivisível" e que a única diferença é a organização ser "100% privada".

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, disse que o AME mostra "a vitalidade" da cultura cabo-verdiana, numa organização diferente, que representa "um novo teste" para o país.

"A nossa cultura é um cimento da nossa Nação e o AME é indiscutivelmente a maior montra cultural de Cabo Verde, seja a nível da música, ou de outras expressões", salientou o chefe do parlamento, dizendo esperar que os organizadores tenham sucesso com o novo formato.

O maior encontro musical de Cabo Verde prossegue hoje, com conferências, encontros, workshops, feira e várias atuações, entre elas dos portugueses Marco Oliveira e a Marcha de Alfama, pela principal avenida do Plateau, o centro histórico da Praia.