Professores da Guiné-Bissau em greve para exigir pagamento de dívidas salariais

Professores da Guiné-Bissau em greve para exigir pagamento de dívidas salariais
Lusa

Os três sindicatos dos professores da Guiné-Bissau iniciaram hoje uma greve até 07 de março para exigir o pagamento de dívidas salariais acumuladas desde 2003 e a divulgação em Boletim Oficial do Estatuto de Carreira Docente.

"A greve já está de pé", disse à Lusa Bungoma Durte Sanhá, porta-voz dos três sindicatos.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, ordenou quarta-feira a publicação imediata no Boletim Oficial do Estatuto de Carreira Docente, bem como a reposição de todos os "descontos legais efetuados à classe docente" durante a greve realizada entre outubro e janeiro.

Questionado pela Lusa se os sindicatos vão cancelar a greve caso seja publicada a revisão do Estatuto de Carreira Docente no Boletim Oficial, o porta-voz dos sindicatos disse que vão aguardar.

"Estamos a aguardar para ter na mão o Boletim Oficial com a publicação e a devolução do dinheiro descontado", disse Bungoma Durte Sanha, salientando que vão ter de esperar para ter a certeza porque estão cansados de promessas.

Os professores guineenses estiveram em greve entre outubro e o início de janeiro, levando a que milhares de alunos perdessem o primeiro período do ano letivo.

Na sexta-feira, uma ameaça dos professores de regressarem à greve provocou uma manifestação de estudantes, que culminou em distúrbios e atos de vandalismos, que a polícia, o Governo e a sociedade civil consideram terem sido feitos por infiltrados.

No mesmo dia, perante a ameaça de greve, o Governo pagou os dois meses de salários que estavam em atraso aos professores contratados e novos ingressos.