Portugal voltou a convergir com a Europa na Investigação e Desenvolvimento

Portugal voltou a convergir com a Europa na Investigação e Desenvolvimento
Lusa

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse hoje que Portugal voltou a convergir com a Europa em termos de investimento na área da Investigação e Desenvolvimento (I&D), mas realçou que "este esforço não chega".

Segundo Manuel Heitor, que falava em Aveiro no encerramento da conferência do Instituto de Telecomunicações (IT), o investimento em I&D foi ultrapassado várias vezes nos últimos anos, atingindo o máximo em 2010, quando o país investiu 1,6% da sua riqueza nesta área, um valor que foi "particularmente diminuído" para cerca de 1,2% em 2015, no período da crise.

"Hoje vivemos num processo de retoma e de convergência à Europa e os últimos dados de 2016 mostram um crescimento ainda ténue, mas claramente um crescimento", disse o governante, adiantando que atualmente o investimento em I&D é de cerca de 1,3% do Produto Interno Bruto.

Apesar disso, Manuel Heitor sublinhou que este esforço "não chega", assumindo como meta nacional os 2% do PIB investido em I&D até 2030, porque, segundo o mesmo, essa "é a única forma de podermos convergir para a Europa do conhecimento".

"Isso exige duplicar a despesa pública em I&D nos próximos 12 anos e multiplicar por quatro a despesa privada". Por outras palavras, referiu, "isso exige criar no mercado de trabalho cerca de 25 mil empregos qualificados", sobretudo nas empresas de base tecnológica.

Para isso, o ministro sublinhou que é preciso "multiplicar a nossa capacidade de formar jovens", adiantando que Portugal atingiu este ano, pela primeira vez, 40% dos jovens com 20 anos a participarem no Ensino Superior

"Portugal tem estudantes a menos e muitos investigadores a menos e tem um nível de investimento por pessoa inferior àquele devia ser a nossa ambição", disse o ministro, defendendo que é preciso "continuar a alargar a base social de recrutamento no Ensino Superior, ao mesmo tempo que aprofundamos e alargamos a intensidade tecnológica e certamente as condições de emprego científico".

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior falava em Aveiro, durante a sessão de encerramento da conferência do Instituto de Telecomunicações (IT), uma organização privada sem fins lucrativos, de interesse público que está a comemorar 25 anos.