Partido de Lula da Silva convoca para hoje manifestação de apoio em São Paulo

Partido de Lula da Silva convoca para hoje manifestação de apoio em São Paulo
Lusa

O Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo convocou para hoje à tarde uma manifestação de apoio ao ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, horas depois de ele ter sido condenado a nove anos e meio de prisão.

"O Diretório Municipal do PT - São Paulo convoca a militância petista a marcar presença no ato em solidariedade ao Lula [da Silva], que ocorrerá hoje, 12 de julho, a partir das 17 horas (21:00 em Lisboa), no vão do Masp [Museu de Arte Moderna de São Paulo] da Avenida Paulista", diz a convocação publicada na rede social Facebook.

O apelo para um protesto acompanha manifestações de outros políticos do PT, que declararam hoje publicamente apoio ao ex-Presidente condenado pelos crimes de branqueamento de capitais e corrupção passiva num dos processos da operação Lava Jato.

O senador Lindbergh Farias, líder do PT no Senado (câmara alta parlamentar), já havia dito em Brasília que o ex-Presidente sofreu uma perseguição política e pediu que os militantes do partido saíssem às ruas em defesa de Lula de Silva.

O ex-Presidente, ícone da esquerda brasileira, foi considerado culpado de ter recebido vantagens ilícitas da construtora OAS num processo que investiga a propriedade de um apartamento de luxo no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo.

O juiz Sérgio Moro entendeu que Lula da Silva recebeu a propriedade deste apartamento como vantagem indevida para favorecer os interesses da OAS junto do Governo brasileiro.

Os advogados do ex-Presidente brasileiro ainda não se manifestaram sobre a sentença, mas desde o início do processo eles negam que o seu cliente seja proprietário do apartamento e têm alegado publicamente que este e os outros processos contra o ex-Presidente são fruto de uma perseguição judicial por parte do Ministério Público Federal e da Lava Jato.

Apesar da condenação, o juiz Sérgio Moro não pediu a prisão de Lula da Silva alegando agir com "prudência" para evitar "certos traumas".

Assim, o ex-Presidente poderá recorrer da sentença em liberdade.