Papa agradece "santidade florescente" no Peru

Papa agradece "santidade florescente" no Peru
Lusa

O papa agradeceu hoje a "santidade florescente" no Peru, durante uma oração que fez na Catedral de Lima, perante as relíquias de cinco santos peruanos, entre eles Santa Rosa e São Martinho de Porres.

"Damos-vos graças pelos dons que nos outorgaste na nossa Igreja de lima", disse Francisco durante a oração, na qual mencionou que a arquidiocese foi "fecundada pelo trabalho apostólico de São Turíbio de Mongrovejo", e acrescentou que "engrandecida pela oração, penitência e caridade de Santa Rosa de Lima e São Martinho de Porres, adornada pelo céu missionário de São Francisco Solano e o serviço humilde de São João Macías".

O papa Francisco participou na cerimónia de homenagem aos santos nascidos em território peruano, que tem mencionado constantemente, desde que anunciou, no ano passado, esta sua visita ao pais andino, como reconhecimento pelo fervor católico do país.

O pontífice afirmou que a religião católica foi "abençoada pelo testemunho de vida cristã de outros irmãos fiéis no Evangelho" e, depois de agradecer a sua "ação na nossa História", prometeu manter-se "fiel à herança recebida".

"Ajudai-nos a ser a Igreja em marcha, aproximando-nos de todos, em especial do menos favorecidos, e ensinai-nos a ser missionários discípulos de Jesus Cristo, o senhor dos milagres, vivendo em amor, procurando a união e praticando a misericórdia", invocou o papa.

Francisco pediu também para ser protegido "por intercessão de Nossa Senhora da Evangelização" para que os católicos vivam e anunciem "ao mundo a alegria do Evangelho".

Isabel Flores de Oliva (1586-1617) converteu-se em Stª. Rosa de Lima, e a primeira santa da América, a 12 de abril de 1671, mais de 50 anos depois da sua morte, aos 31 anos, e desde então, a cada 30 de agosto os fiéis acorrem ao seu santuário no entro histórico da capital peruana, para que interceda por si.

São Martinho de Porres (1579-1639) nasceu em Lima, filho de um nobre espanhol, João de Porres, que pertencia à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, uma negra panamiana alforriada. Martinho foi porteiro do convento dos dominicanos, que além de ser conhecido por ajudar os doentes e os pobres, teve em vida grande fama de milagreiro.

Segundo a agência noticiosa espanhola, sabe-se que Francisco tem uma especial devoção por Martinho de Porres, canonizado em 1962 pelo papa João XXIII, e que guarda uma imagem sua.

São Turíbio de Mongrovejo (1538-1606) nasceu em Espanha, onde foi ordenado diácono, sacerdote e bispo na mesma cerimónia na catedral de Sevilha, e foi enviado a Lima como arcebispo pelo rei Filipe II.

No Peru, reorganizou a Igreja Católica, aplicando as normas saídas do Concílio de Trento (1563) e organizou o III Concílio de Lima que decidiu a redação do catecismo católico nos idiomas nativos, quechua e aimara.

São João Macías (1585-1645) foi um frade dominicano, também nascido em Espanha, que foi amigo de Martinho de Porres e foi para o Peru como guardador de gado.

Asceta e missionário, São Francisco Solano (1549-1610), também nascido em Espanha, dedicou-se à pregação e evangelização dos povos autóctones, estendendo a sua ação ao Paraguai e à Argentina.