Oito cientistas portugueses ganham 16 ME em bolsas do Horizonte 2020

Oito cientistas portugueses ganham 16 ME em bolsas do Horizonte 2020
Lusa

Oito cientistas portugueses foram contemplados com mais de 16 milhões de euros em bolsas do programa de investigação e inovação da União Europeia Horizonte 2020, anunciou hoje o Conselho Europeu de Investigação.

Os oito investigadores fazem parte de uma lista com 329 vencedores do concurso de bolsas de consolidação de 2017 que vão receber no total 630 milhões de euros, adianta o Conselho Europeu de Investigação em comunicado.

Segundo o Conselho Europeu de Investigação, foram aprovados para financiamento oito projetos em Portugal, que recebem na totalidade mais de 16 milhões de euros, em 2017, ano em que verificou uma taxa de sucesso de 20% das candidaturas portuguesas, acima da média de 13% registada na UE.

"É com grande satisfação, que vejo os mais recentes resultados dos investigadores portugueses nas bolsas do Conselho Europeu de Investigação", afirma no comunicado o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação na conferência europeia, Carlos Moedas.

"Fico ainda mais contente ao verificar que cinco deles são investigadoras. Em nome da Comissão Europeia, felicito todos os vencedores, exemplos da qualidade científica de Portugal", da prestigiada bolsa "Consolidator Grants', sublinha Carlos Moedas.

Com bolsas individuais até dois milhões de euros para as categorias 'Ciências Físicas e Engenharia' e 'Ciências Sociais e Humanas' e até 2,5 milhões para a categoria 'Ciências da Vida', "os cientistas subvencionados serão capazes de consolidar as suas equipas de investigação e desenvolver as suas ideias inovadoras", refere o comunicado.

Um dos projetos aprovados ('ChronosAntibiotics'), do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, da Universidade Nova de Lisboa, explora o ciclo celular das bactérias para ressensibilizar bactérias resistentes aos antibióticos.

Outro projeto vencedor ('FatTryp'), do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, visa identificar o ciclo de vida dos tripanossomas africanos e suas implicações em termos de progressão da doença de que são vetor.

Também foi distinguido um projeto da Universidade do Minho ('MagTendon), que aborda tecnologias de engenharia de tecidos assistida magneticamente para a regeneração de tendões.

Dois projetos vencedores são da Fundação Calouste Gulbenkian: 'SympatimmunObesity), que visa identificar os mecanismos simpáticos e imunológicos subjacentes à obesidade, e 'Wolbakian', que aborda a genética funcional da proliferação da bactéria Wolbachia e proteção contra vírus.

Foram também selecionados três projetos da Fundação Champalimaud, um dos quais denominado 'YinYang', que explora os circuitos hipotalâmicos na seleção de comportamento defensivo e reprodutor em fêmeas.

'Dycocirc', que identifica o circuito de mecanismos dos gânglios basais subjacentes ao comportamento cognitivo dinâmico, e 'Neurofish, que explora os circuitos cerebrais que controlam o comportamento visual e motor, são os outros dois projetos vencedores da Fundação Champalimaud.

O Conselho Europeu de Investigação, criado em 2007, seleciona e apoia anualmente os melhores e mais criativos investigadores de todas as nacionalidades e idades, para a gestão de projetos na Europa.

Este ano foram avaliadas mais de 2 500 candidaturas, das quais 329 receberam financiamento. Este incentivo vai permitir a criação de 2.000 postos de trabalho para cidadãos altamente especializados, contratados para desenvolver os projetos aprovados.

Portugal já recebeu mais de 140 milhões de euros em bolsas do Conselho Europeu de Investigação