Migrações: OIM espera conseguir mais 3.500 quartos para refugiados que estão nas ilhas gregas

Migrações: OIM espera conseguir mais 3.500 quartos para refugiados que estão nas ilhas gregas
Lusa

A Organização Internacional das Migrações (OIM) disse hoje que espera conseguir disponibilizar este mês mais 3.500 quartos em hotéis para albergar, durante o inverno, os refugiados que estão em acampamentos nas ilhas do mar Egeu.

Segundo o responsável da OIM para a Grécia, Gianluca Rocco, o objetivo do plano de descongestionamento das ilhas, que começou no verão, é conseguir seis mil quartos até meados de dezembro.

Até ao momento, foram disponibilizados e ocupados pouco mais de 2.500 quartos, na maioria por refugiados sírios.

Atualmente, há cerca de 16 mil pessoas repartidas por cinco ilhas do Egeu, em acampamentos e outro tipo de instalações que têm uma capacidade máxima de acolhimento para 9 mil pessoas.

Duas dezenas de Organizações Não Governamentais (ONG) pediram hoje ao Governo grego para acelerar a mudança dos refugiados e migrantes das ilhas gregas para o continente por causa da chegada do inverno.

Apesar de que as chegadas às ilhas gregas a partir da Turquia se terem reduzido consideravelmente nos últimos dois anos, continuam a ser constante e o ritmo de mudança para a Grécia continental não tem sido suficiente para descongestionar os acampamentos.

No total, na Grécia há atualmente 60 mil migrantes, dos quais nove mil obtiveram o estatuto de refugiado.

O objetivo da OIM para o próximo ano, indicou Rocco, é ir transferindo paulatinamente a gestão das migrações para o Estado grego.

"2019 será o ano em que será preciso distinguir o que é ajuda de emergência do que não é", disse.

Segundo Rocco, entre os refugiados começa a instalar-se a consciência de que a Grécia será o destino final, como demonstra o facto se haver cada vez mais interesse pelas aulas de grego.

Por seu lado, o Governo grego está a desenhar um programa para oferecer trabalho em setores como o turismo ou a agricultura.

No entanto, o principal desafio das autoridades gregas, é para a OIM, conseguir oferecer aos refugiados assistência médica e bem-estar social, o que falta ainda a muitos gregos como consequência dos oito anos de crise vividos pelo país.