Governo português lamenta "perdas humanas e materiais" em Moçambique

Governo português lamenta "perdas humanas e materiais" em Moçambique
Lusa

O Governo português lamentou hoje as "perdas humanas e materiais" causadas pelas calamidades naturais que afetaram as regiões do Centro e Norte de Moçambique nos últimos dias, que provocaram pelo menos 34 mortos.

"As cheias provocadas pelas chuvas torrenciais e o ciclone Idai afetaram de forma muito significativa as províncias de Tete, Zambézia, Niassa e Sofala, em particular a cidade da Beira", refere em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, lamentando as "numerosas perdas humanas e materiais causadas".

No documento do ministério tutelado por Augusto Santos Silva é também manifestada solidariedade para com o povo moçambicano.

"Neste momento de grande consternação, Portugal manifesta a sua muita sentida solidariedade com o povo irmão moçambicano e apresenta as suas condolências às famílias enlutadas, desejando a todos os feridos uma rápida recuperação. Portugal manifesta ainda, nesta hora difícil, o seu apoio às autoridades moçambicanas", concluiu o comunicado.

O ciclone Idai provocou pelo menos 19 mortos e 70 feridos desde a noite de quinta-feira na província central de Sofala, Moçambique, de acordo com um balanço preliminar hoje anunciado pelas autoridades.

Um total de 13 vítimas mortais foram registadas na cidade da Beira, uma das maiores do país, e outras seis no distrito limítrofe de Dondo, segundo informação do governo provincial citada pelos órgãos de comunicação estatais.

As mortes foram causadas pelo desabamento de casas precárias e outras estruturas, bem como por afogamento.

A recolha de informação por parte das equipas de socorro no terreno tem sido dificultada pelas falhas de energia e comunicações.

Antes da chegada do ciclone Idai, formada no oceano Índico, outras 15 pessoas já tinham morrido entre os dias 06 e 13 de março durante a passagem de uma tempestade no centro e norte de Moçambique, segundo as Nações Unidas.

Somando os registos, o número de mortes devido às intempéries ascende a pelo menos 34 mortos em pouco mais de uma semana.