EUA falham aprovação de resolução contra o Hamas na Assembleia-Geral da ONU

EUA falham aprovação de resolução contra o Hamas na Assembleia-Geral da ONU
Lusa

Os Estados Unidos não conseguiram na quinta-feira que a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse uma resolução de condenação ao grupo palestiniano Hamas.

O documento apresentado pela embaixadora norte-americana, Nikki Haley, não teve a maioria necessária, o que levou o Hamas a considerar o resultado como uma "bofetada" nos EUA.

Antes, o Koweit e o grupo árabe na ONU, durante uma votação sobre procedimento eleitoral, que ganharam por três votos, tinham conseguido aprovar a aplicação de uma maioria de dois terços ao texto norte-americano, apesar das vivas críticas de Haley.

O texto dos EUA só recolheu 87 votos favoráveis, entre os quais os da União Europeia. Depois de o Afeganistão ter pedido para mudar o seu voto, 58 países, entre os quais este Estado asiático, votaram contra e 32 abstiveram-se, segundo a contagem final.

"Basta uma maioria simples" para aprovar o texto, tinha defendido Haley antes do escrutínio, que se realizou com uma hora de atraso, devido a "negociações de última hora", segundo a presidência da Assembleia-Geral.

Esta entidade, cujas resoluções não têm valor vinculativo, "nunca disse nada sobre o Hamas", denunciou a diplomata norte-americana, criticando uma "política de dois pesos e duas medidas" à custa de Israel.

"A decisão [de um voto sobre o procedimento] visa entravar" a adoção da resolução norte-americana, acrescentou a embaixadora.

O seu homólogo israelita, Danny Danon, realçou, em comunicado, que, "pela primeira vez na história das Nações Unidas, um número recorde de países apoiou uma resolução da Assembleia-Geral condenando o Hamas".

A regra dos dois terços foi aprovada por 75 votos, contra 72, entre os quais os da União Europeia, e 26 abstenções.

"O fracasso da iniciativa norte-americana nas Nações Unidas é uma bofetada no governo dos EUA e uma confirmação da legitimidade da resistência", declarou um porta-voz do Hamas, Sami Abou Zahri.