Combates entre guerrilhas colombianas provocam 16 mil deslocados

Combates entre guerrilhas colombianas provocam 16 mil deslocados
Lusa

Os combates entre os membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e outro grupo de guerrilheiros, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, já provocaram pelo menos 16 mil deslocados.

A informação foi divulgada na quarta-feira pela agência da Organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês).

O organismo assegurou que foram praticadas "violações dos direitos do homem e infrações ao direito internacional" no quadro destes confrontos, que as autoridades atribuíram a uma disputa pelo controlo do tráfico de droga.

Seguindo a OCHA, os confrontos provocaram "a deslocação de pelo menos 16 mil pessoas" em seis municípios do departamento colombiano do Norte Norte Santander, no nordeste do país.

Os combates opuseram o ELN, que está a negociar a paz com o governo colombiano, e Los Pelusos, que juntam elementos e o Exército Popular de Libertação, segundo as autoridades.

Apesar de décadas de lutas antidroga, a Colômbia continua a ser o primeiro produtor mundial de cocaína.

A comissão nacional de controlo da droga dos EUA publicou no final de junho números que mostraram que a cultura da coca na Colômbia atingiu um nível histórico em 2017, com 209 mil hectares, mais 11% do que no ano anterior.

No mesmo período, a capacidade de produção de cocaína pura aumentou 19%, passando de 772 para 921 toneladas em 2017, outro recorde histórico.

A Colômbia é o segundo país com o maior número de deslocados, com 7,7 milhões de pessoas, depois da Síria, que tem 12 milhões, segundo o relatório anual do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados.